terça-feira, 3 de maio de 2016

Mirabela continua trabalhando para reverter paralisação, diz assessoria

Foto:Divulgação/Mirabela
A redação do GIRO teve contato na tarde desta terça-feira (03) com a assessoria de comunicação da Mirabela Mineração. Numa conversa informal fomos informados que os acionistas e diretores da empresa “estão trabalhando 24h por dia para reverter a atual situação”. No momento a mineradora dispõe de pouco funcionários ainda trabalhando, mas vale ressaltar que todos estão em aviso prévio. A assessoria informou que, caso a mineradora paralise as atividades uma equipe de aproximadamente 50 pessoas continuará trabalhando na área de manutenção. Mesmo que a empresa pare no momento, ela deve retornar a operação assim que o valor do níquel se recupere. 

Demissões
Os cerca de 400 funcionários da mineradora australiana que opera em Itagibá desde o final do ano de 2008, foram colocados em aviso prévio e poderão demitidos até mês. Outros 600 já haviam sido desligados ao longo dos últimos dois anos. A desativação da mina é resultado do cenário de queda de preços das commodities no mercado internacional, que está forçando mineradoras a encerrar suas atividades temporariamente e demitir trabalhadores. O problema atinge níquel, vanádio, cobre, minério de ferro, entre outros, e consequentemente reduz o faturamento das mineradoras. No Brasil, a alta do dólar se somou a fatores externos, como o aumento da oferta global de commodities e a redução da demanda da China, um dos principais consumidores de minérios. 

Prejuízos na região
O fechamento da Mirabela deve gerar um grande prejuízo na economia regional, especialmente em Ipiaú e Itagibá. De acordo com a CDL local, o prejuízo no comércio de Ipiaú pode ser de mais de R$ 1 milhão. Já em Itagibá, o município que arrecadava o CEFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Minérios) já vive as consequências da crise na empresa. Numa entrevista ao Jornal Folha de São Paulo, o prefeito de Itagibá, Marcos Barreto (PCdoB), disse que a arrecadação com tributos da prefeitura já despencou de R$ 3,5 milhões para R$ 2 milhões anuais. "Foi um baque", disse Marquinhos, que considera o novo contingente de desempregados como o principal problema a ser enfrentado. (Giro em Ipiaú)

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