quinta-feira, 26 de maio de 2016

Risco de microcefalia em fetos com zika é muito baixo, avalia pesquisadores americanos

Estudo aponta risco de microcefalia de 1% a 13% em fetos afetados pela zika.
Um feto infectado pelo vírus da zika corre um risco de microcefalia que varia de 1% a 13% durante o primeiro trimestre da gravidez, aponta uma pesquisa publicada nesta quarta-feira (25) na revista médica americana "New England Journal of Medicine". Os pesquisadores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês) chegaram a esta estimativa através da criação de um modelo matemático baseado em estatísticas de infecção pelo vírus da zika e casos de microcefalia na Polinésia Francesa, que experimentou um surto em 2013, bem como no Estado da Bahia. O Brasil é o país mais afetado pela epidemia da doença, que ganhou força em 2015, acompanhado por uma explosão de casos de microcefalia. O risco parece ser muito baixo após os três primeiros meses de gravidez. Essa malformação congênita irreversível, normalmente muito rara, resulta num tamanho reduzido do crânio e, muitas vezes, num desenvolvimento incompleto do cérebro. Normalmente, a microcefalia afeta de 0,02 a 0,12% de todos os nascimentos nos Estados Unidos. A frequência de outros problemas congênitos mais comuns, tais como trissomia 21, é inferior a um por cento. *Com informações da Folha de São Paulo

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