sexta-feira, 22 de julho de 2016

Após demissões, trechos da Fiol têm sinais de abandono no Lote 1

Obras da FIOL abandonadas no trecho 1 (Foto: Ubatã Notícias)
Entre os municípios de Barra do Rocha e Ilhéus, no sul da Bahia, as obras da Ferrovia Oeste-Leste estão em estado de quase abandono. O trecho compõe o Lote 1 da construção, e em todo o percurso a imagem é de obra parada. Em Barra do Rocha, todo o material necessário para a construção, como as britas usadas como base para a ferrovia e os dormentes de concreto – que são as peças sobre as quais são colocados os trilhos – estão ao longo da estrada onde ocorre a construção. Sem trabalhadores e máquinas trabalhando, o cenário é de abandono. Aliado ao atraso da obra há outro problema sério, que é o fechamento de milhares de postos de trabalho. Na região centenas de trabalhadores foram demitidos, o que trouxe preocupação ainda maior.
Britas usadas na ferrovia são vistas ao longo do percurso (Foto: Ubatã Notícias)
A Ferrovia de Integração Oeste – Leste (FIOL) representa, com aproximadamente 1.500 km (de Figueirópolis, no Tocantins, até Ilhéus, na Bahia), a integração de longa distância que interligará por trilhos as regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste. Os custos da obra estão orçados em R$ 850 milhões.  Iniciada em 2011, o cronograma de conclusão era dezembro de 2015 para o Lote 1. *Ubatã Notícias

1 comentários:

Jeová Barboza de Lira Cavalcanti disse...

Não é novidade alguma o descaso com a coisa pública, principalmente no que tange à construção de ferrovias. Vejamos: A FIOL conforme relato acima; a Ferrovia do Aço, obra faraônica do Governo Militar em 1973, interligaria os Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, numa extensão de 894 km; foram construídos em Minas túneis e pilares de viadutos e terraplanados cerca de 5% do trecho entre Itabito e Belo Horizonte (24 km) e está há mais de 40 anos paralisada a obra e é o ícone do desperdício do dinheiro público; A ferrovia Norte-Sul, que interligaria a Amazônia ao Porto de Rio Grande (RS), com uma extensão prevista de 4.155 km, cuja construção foi iniciada há 25 anos, encontra-se paralisada há cerca de 10 anos e o trecho considerado realmente construído é entre Açailândia (MA) a Palmas(TO), com 719 km, existe um trecho entre Palmas(TO) a Anápolis(GO), com 834 km que foi inaugurado pela Presidenta Dilma mas faltam ainda não foram considerados normais para o trânsito de trens pela falta de acabamento; Já a ferrovia Transnordestina, obra do governo Lula, cujo percursos são de Eliseu Martins(PI) aos portos de SUAPE(PE) e de PECÉM(MA), numa extensão de 1.753 km, assim divididos: 526 km de Missão Velha (CE) ao Poro Pecém(MA) e 1.227 km de Eliseu Martins a Suape(PE). No entanto a obra está há quase um ano paralisada, em Pernambuco na cidade de Salgueiro, faltando o trecho até o Porto de SUAPE, enquanto no Ceará, o trecho entre Missão Velha e Iguatu está paralisado. Como observa, nada neste país nada do que é planejado pelos governos é levado a sério e o que deveria ser sinal de processo e desenvolvimento torna-se alvo de manobras escusas sob a égide do pior dos vírus de temos notícia - UMA PRAGA CHAMADA CORRUPÇÃO...e nós pagamos a conta, é sempre assim!!!
Jeová Barboza - Timbaúba (PE)

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