quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Adolescente britânica com câncer ganha direito de ter corpo congelado

Uma jovem de 14 anos, que sabia que ia morrer de um tipo raro de câncer e desejava ficar congelada para ser curada no futuro, ganhou uma batalha legal histórica no Reino Unido. A adolescente morreu em outubro e não teve a identidade divulgada. Ela recebeu todo o apoio da mãe, mas não do pai e o caso foi parar na Justiça. A Alta Corte britânica determinou que a mãe tinha o direito de decidir o que aconteceria com o corpo. Assim, ele foi levado para os Estados Unidos, onde foi congelado. A menina vivia em Londres e nos últimos meses de vida tinha feito pesquisas na internet sobre a técnica de criogenia humana. 

'Viver mais'
Criogenia é o processo de congelar e preservar um corpo na esperança de que no futuro sejam encontradas formas de ressuscitá-lo e curá-lo. A técnica também é usada com embriões: óvulos fecundados podem ficar na "geladeira" com chances boas de sobreviver ao descongelamento - estima-se que perto de 60% deles conseguem vingar, dando origem a um bebê. Até agora, calcula-se que cerca de 100 pessoas já foram congeladas depois da morte e esperam por vida nova no futuro. A menina escreveu uma carta ao juiz explicando que queria "viver mais" e não desejava ser "ficar embaixo da terra". 

"Acho que ser preservada criogenicamente me dá a chance de ser curada e acordar - nem que seja daqui a centenas de anos", escreveu. O juiz Peter Jackson visitou a menina no hospital e disse ter ficado comovido com a "forma corajosa como ela estava enfrentando o seu destino". A sentença, explicou o magistrado, não teve a ver com a criogenia em si, mas com o conflito entre os pais da menina sobre o destino do corpo da filha. Leia mais >>>

0 comentários:

Postar um comentário