quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Apelido de ipiauense foi referência para nome de Operação da PF contra fraudes no FGTS

Melado foi preso pela PM no mês passado (Foto:Giro Ipiaú).
A Polícia Federal continua com a Operação Melaço, realizada em Ipiaú, Ibirataia e mais cinco cidades baianas (Valença, Prado, Porto Seguro, Itamaraju e Santa Cruz Cabrália). São cumpridos 31 mandados de prisão preventiva (13) e busca e apreensão (18). A maioria deles é executada em Ipiaú e Ibirataia, onde o rombo no FGTS ultrapassa os R$ 8 milhões. A ação ocorre em conjunto com o Ministério Público Federal, Previdência Social, Ministério do Trabalho e da Polícia Militar. Informações extraoficiais dão conta que ao menos seis suspeitos foram presos (quatro em Ipiaú e dois em Ibirataia). Até as 10h da manhã, viaturas da PF ainda permaneciam na sede do SineBahia em Ipiaú. Uma servidora foi presa. Dois suspeitos de envolvimento na quadrilha não foram encontrados. O GIRO manteve contato com a Polícia Federal em Ilhéus em busca dos nomes dos acusados presos, mas fomos informados que a operação ainda está em andamento. O nome da Operação Melaço é uma referência a Sidney Aquino dos Santos conhecido como "Melado", um dos principais investigados pela polícia.  Ele foi preso em Ipiaú pela polícia militar no dia 26 de outubro (relembrar). À época, foram encontrados com ele, carteiras de trabalhos em nomes de terceiros e um carro roubado. Além de Melado, outros dois homens foram presos, mas apenas ele permanece detido.
Polícia Federal faz operação no SineBahia (Foto:Giro Ipiaú).
Conforme a PF, a organização fazia apenas o recolhimento do FGTS, que em seguida era sacado em razão de rescisão sem justa causa. A investigação apurou que foram inseridos mais de seis mil vínculos empregatícios falsos em pelo menos 236 empresas utilizadas nas fraudes. Praticamente em todos os casos, houve requerimento de seguro-desemprego. Esses requerimentos foram recepcionados, na maioria, nas agências do Sine de Ipiaú, Itamaraju, Santa Cruz Cabrália, Prado e Valença, indicando a participação dos agentes públicos na fraude. De acordo com levantamento preliminar da polícia, foram gastos mais de R$ 17 milhões em pagamentos de seguro-desemprego com suspeita de fraude, e R$ 1 milhão em benefícios previdenciários com suspeita de fraude. Com a desarticulação da organização criminosa, calcula-se que o prejuízo evitado para o Programa Seguro-Desemprego é de aproximadamente R$ 5.500.000,00 e para a Previdência, projetado ao logo dos anos, é de pelo menos R$ 2 milhões, podendo ultrapassar dezenas de milhões de reais, em função dos milhares de vínculos fictícios identificados que poderiam ser futuramente utilizados para a obtenção de benefícios previdenciários fraudulentos.

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