terça-feira, 1 de novembro de 2016

Barreiras: Presos matam colega e deixam recado para juiz no corpo da vítima

Delegacia de Barreiras, no oeste da Bahia (Foto: Reprodução/ TV Bahia)
Cerca de 70 presos do Complexo Policial de Barreiras, no oeste da Bahia, mataram um colega de cela a facadas e deixaram um recado no corpo dele para o juiz do município, na madrugada do domingo (30).  As informações foram confirmadas ao G1, nesta segunda-feira (31), pelo delegado Joaquim Rodrigues, titular da Delegacia de Barreiras. De acordo com o delegado, os presos usaram pasta de dente e o próprio sangue da vítima para escrever a frase "solta, Gabriel", que faz referência ao juiz Gabriel Morais, no corpo do homem. A vítima foi encontrada pendurada de cabeça para baixo com lençois em uma viga, na parede da cela. O recado seria um pedido para que o juiz determinasse a soltura de presos no local. 

O G1 tentou falar com o juiz, mas não conseguiu contato. Segundo o delegado, o crime foi percebido por conta do barulho feito pelos presos durante a ação. Os agentes chegaram a acionar a Polícia Militar para auxiliar na situação, por temerem ser uma rebelião, mas quando conseguiram entrar na ala das celas, o homem já estava morto. De acordo com o delegado, os presos teriam cometido o crime por terem se sentido intimidados, após a vítima ter dito que seria capaz de matar alguém enquanto a pessoa estivesse dormindo. "Ele disse que já matou um dormindo e seria capaz de matar mais dois", disse Rodrigues.

Conforme o delegado Joaquim Rodrigues, o preso morto havia sido transferido para a carceragem há pouco tempo. Ele tinha sido preso por homicídio, no município de São Desidério, distante cerca de 27 km de Barreiras. O delegado informou que o corpo da vítima foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Barreiras. Não há informações sobre o sepultamento dele. O caso está sob investigação do Departamento de Homicídio e Porteção à Pessoa (DHPP). Ainda de acordo com o delegado, a carceragem do complexo possui capacidade para 28 presos, mas, atualmente, abriga cerca de 130. O número corresponde a mais de quatro vezes o limite. *Informações do G1

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