sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Policiais Civis de Jequié desistem de trabalhar no Carnaval de 2018

O Requerimento de Desistência, de acordo com o Sindicato não possui caráter de greve e paralisação.
Policiais civis lotados na 9ª Coorpin de Jequié reunidos na manhã desta quinta-feira, 24, com o diretor jurídico do Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia-SINDIPOC, Roberto Cerqueira, do vice-presidente da entidade sindical Eustácio Lopes e dos diretores regionais Agnaldo Cardoso e Saul Lomanto, assinaram, o “Requerimento de Desistência” para não trabalhar nos carnavais de Jequié e Salvador no próximo ano, tendo como justificativa, os baixos valores pagos pelo Governo do Estado. A explicação levada pelo SINDIPOC aos policiais que atuam nas Coordenadorias Regionais é de que no Carnaval do ano passado, a diária foi de R$114,00 e a hora extra R$186,00, enquanto a categoria reivindica R$230,00 pelo pagamento da diária e R$ 450,00 equivalente a cada 12 horas extras. O Requerimento de Desistência, de acordo com o Sindicato não possui caráter de greve e paralisação. Os servidores vão cumprir a carga horária normal de trabalho de 40 horas semanais. O impasse gira em torno do cumprimento da escala do carnaval.

Os dirigentes do SINDPOC explicaram na reunião com os policiais civis lotados na 9ª Coorpin de Jequié, que a  expectativa do movimento é que todos os policiais civis da Bahia assinem o Requerimento de Desistência  .”Vamos mostrar ao Governo do Estado que os valores das diárias e horas extras são reprovados pelos profissionais que são responsáveis pela proteção da sociedade durante o carnaval”, disse o diretor jurídico Roberto Cerqueira.  O Vice-Presidente Eustácio Lopes, acrescentou que o Governo do Estado precisa dialogar com o sindicato para iniciar o processo de negociação das pautas reivindicados pela categoria. Segundo ele, os policiais estão aderindo ao movimento porque entendem que essa situação da Polícia Civil precisa ser alterada  e a decisão é de que a categoria na trabalhe no período do Carnaval caso a gestão estadual não aceite negociar.
*Blog Jequié Repórter

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