segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Ipiaú: Fazendeiro nega desmatamento e diz que madeiras seriam usadas nas propriedades

Fazendeiro afirma que madeiras extraídas eram de três árvores e negou a finalidade comercial.
O fazendeiro Dilvânio Costa de Oliveira manteve contato com a redação do GIRO para esclarecer que não praticou desmatamento nas fazendas Santa Cecília e Boa Vista, situadas na região da Formiga, zona rural do município de Ibirataia, conforme notícia postada no site (ver aqui) na última terça-feira, 26 de setembro, após uma ação do Inema (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos) com o apoio da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) nas duas localidades. Em sua versão do fato o fazendeiro esclarece que nas duas fazendas aconteceu apenas a supressão de três árvores que se encontravam comprometidas pela ação de fortes ventos que ocorreram na região e outras intempéries, além de problemas fitossanitários. “Aquelas árvores estavam desgalhadas, ocas, e ameaçavam cair, trazendo riscos aos trabalhadores que transitavam nas suas proximidades. Tratava-se de dois vinháticos e uma sucupira, localizadas em meio a roças de cacau e não em reserva florestal conforme foi noticiado”, explica Dilvânio. 
Dilvânio disse que madeira seria usada para reformas do curral e barcaça, e construção de cerca.
O fazendeiro acrescenta que diante da necessidade de promover reformas no local, ou seja, obra de benfeitoria na fazenda resolveu utilizar a madeira decorrente das arvores comprometidas. “ Há muito tempo, mais de quatro meses, essas árvores estavam praticamente mortas, mas só recentemente, após um período prolongado de fortes chuvas na região, foi que aproveitamos a  madeira para iniciar as reformas a serem feitas no local”. Dilvânio assegura que outras árvores em situações semelhantes são verificadas na área.

Fazendeiro apresentou imagens de onde seriam realizadas as reformas com a madeira extraída.
Prosseguindo, em sua argumentação, o fazendeiro disse que chegou a procurar o órgão ambiental para solicitar licença de extração e utilização das árvores, mas o pedido não pode ser oficializado em decorrência de não possuir ainda as escrituras das duas fazendas que foram compradas recentemente, estando ele apenas de posse de um contrato de promessa de compra e venda dos imóveis. Dilvânio Costa de Oliveira, insiste em afirmar que o material extraído das árvores não tinha finalidade comercial e sim de utilização nas próprias fazendas, ou seja, construção de cercas, curral e beneficiamento de uma barcaça de secagem de cacau. 
Dilvânio afirmou as três árvores extraídas estavam comprometidas (Foto: Giro Ipiaú)
O fazendeiro também esclarece o volume do material apreendido em suas propriedades. “A matéria postada no dia 26 de setembro com o titulo - Inema descobre área de desmatamento ilegal na região de Ipiaú -, cita que foram extraídos ilegalmente da reserva mais de 200 metros cúbicos de madeira. Quero esclarecer que nas fazendas Santa Cecília e Boa Vista o volume apreendido foi de aproximadamente três metros cúbicos, os quais estavam armazenados ao lado da sede de uma das fazendas e se constituía de 50 pranchas e 39 tabuas de vinhático, além de 40 estacas de sucupira. O próprio Auto de Infração lavrado pelo INEMA de nº 094/2017, atesta que se tratava somente destas 03 árvores, não induzindo que ali havia qualquer desmatamento ilegal voltado ao comércio de madeira”.

Quanto às informações de que os homens que realizavam o desmatamento conseguiram fugir pela mata e de que havia transporte clandestino de madeira durante a madrugada, Dilvânio assegura não ter conhecimento disso, mas não descarta a possibilidade de ocorrências ilegais quando as duas fazendas estavam em poder do antigo proprietário. “Se isso aconteceu não é da minha responsabilidade. Quero dizer que nunca cometi crime ambiental e que apenas pretendia utilizar a madeira decorrente de três árvores que estavam comprometidas pelas intempéries, para a reforma de um curral, substituição de cercas e beneficiamento de barcaça”, concluiu o fazendeiro. (Giro Ipiaú)

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