segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Jovem negra na Bahia sofre risco 2,9 vezes maior de ser morta do que uma branca

O estudo foi feito pela Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) e pela Organização das Nações Unidas.
Uma jovem negra no Brasil corre risco 2,2 vezes maior de ser morta do que uma jovem branca, segundo o relatório Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência, divulgado nesta segunda-feira (11). Em 26 unidades da Federação – apenas o Paraná fica de fora –, a taxa de homicídios entre mulheres de 15 a 29 anos é maior entre as negras. Segundo o levantamento, na Bahia morrem 2,94 vezes mais jovens negras do que as jovens brancas. A média do Brasil é 2,7. Elas são ainda mais vulneráveis à violência em Estados como o Rio Grande do Norte, onde morrem 8,11 vezes mais do que as jovens brancas. Em seguida aparece o Amazonas com índice de 6,97, Paraíba 5,65, Distrito Federal 4,72 e Ceará 4,43. O estudo foi feito pela Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). O índice foi calculado com base na análise de dados de 304 municípios do País com mais de 100 mil habitantes. As informações usadas estão divididas em quatro dimensões: violência entre jovens, frequência à escola e situação de emprego, pobreza no município e desigualdade. Essa é a segunda edição do índice, que já havia sido calculado em 2015.