quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Terceirizados da Prefeitura de Jequié reivindicam salários atrasados

Do Jequié Repórter

Grupo de terceirizados protestou na praça em frente a Prefeitura (Foto: Reprodução/Jequié Repórter)
Um grupo de trabalhadores terceirizados (empresa Terceira Visão) que presta serviços à Prefeitura de Jequié, maioria deles prestando serviços no setor do educacional, incluindo motoristas do transporte escolar,  fez uma manifestação na manhã desta quarta-feira (27) na praça em frente a Prefeitura protestando pelo não recebimento de valores relativos a dois meses de salário, 13º e rescisões trabalhistas. A informação que no dia anterior foi dada pela gestão municipal, foi de que o prefeito Sérgio da Gameleira e o secretário da Fazenda, Verivaldo Santana, estariam buscando junto à superintendência da Receita Federal em Vitória da Conquista, tentando desbloquear cota do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), para utilização dos recursos nesses pagamentos. O Presidente da Associação do Terceirizados de Jequié e Região, Tomaz de Aquino esteve no local onde ocorria a manifestação e desqualificou a motivação do protesto, causando descontentamento e discussão com o líder da manifestação.

O Crédito Adicional Especial (Lei 2.030 de 22\12\2017) aprovado pela Câmara de Jequié, para inclusão pela Prefeitura de R$ 43,8 milhões no Orçamento deste exercício, foi analisado pelas professoras Caroline Moraes e Ângela Menezes, em entrevista na manhã desta quarta-feira (27). As entrevistadas revelaram desconfiança em relação ao valor de R$ 25.790 milhões, destinados a construção, ampliação, reforma e adequação das unidades escolares. A desconfiança das duas educadoras está relacionado com o tempo exíguo para utilização desses recursos, em vista do calendário letivo de 2018 prevê o inicio das aulas em 19 de fevereiro. “Pouco mais de um mês para realizar  reformas em 80% das escolas municipais que necessitam levando em conta que o calendário será concluído no dia 30 de dezembro”, avaliaram.

Foi comentado também pelas representantes da APLB, a preocupação em relação ao futuro do IPREJ e por conseguinte os trabalhadores efetivos do município, que irão se aposentar nos próximos anos. O Instituto de Previdência do Servidor Municipal tem um crédito na R$ 41.622.83. Desse montante, com levantamento feito este mês, não incluindo juros e multas, está incluído um parcelamento, renovado em 10 de novembro de 2015, subdivido em  25 parcelas mensais no valor de R$ 375.612,33, tendo sido pagas até o momento apenas duas parcelas nos meses de maio e junho de 2016, quando o prefeito Sérgio da Gameleira, assumiu interinamente a chefia do executivo municipal, estando outras 23 parcelas já vencidas.

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