quarta-feira, 7 de março de 2018

Veículos registrados no Brasil terão de trocar suas placas para seguir o padrão Mercosul

Cada placa deverá custar entre R$ 120 e R$ 200
Todos os veículos brasileiros precisarão trocar suas placas até 31 de dezembro de 2022 para seguir o padrão Mercosul. A decisão foi tomada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), na última terça-feira (06/03) , em reunião. É esperado um gasto de R$ 18 bilhões com as novas placas (cada uma deverá custar entre R$ 120 e R$ 200). O conselheiro e representante do Ministério do Meio Ambiente, Francisco de Assis Peres Soares, pediu vistas do processo e teve a solicitação negada pelo presidente do colegiado, Maurício José Alves Pereira, que também chefia o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Devido à negação do presidente do colegiado, Soares se absteve de seu voto. De acordo com a decisão do órgão, as placas devem conter identificação de estados e municípios, medida que contraria a consulta realizada pelo próprio Denatran ao Ministério das Cidades. No ofício encaminhado à assessoria de Relações Internacionais da pasta, o departamento questionou a necessidade de constar no novo modelo de placas brasões de identificação regional.

Segundo informações postadas no blog do Jornalista Vicente Nunes, do jornal Correio Braziliense, o chefe da assessoria, Nicola Speranza, declarou que, na resolução do Mercosul a qual definiu as características da placa, não foi previsto o uso de brasões de estados e municípios. “Portanto, a eventual introdução de indicadores regionais e locais na Placa Mercosul por parte de qualquer um dos países contraria as decisões indicada na resolução”, informa em memorando ao Denatran. Técnicos envolvidos no processo assumiram que a medida tem cunho arrecadatório. Além de faturar entre R$ 11,4 bilhões e R$ 18,9 bilhões com a troca de placas — que devem custar entre R$ 120 e R$ 200 cada uma — o setor ainda teria uma demanda garantida com a transferências de veículos de um estado a outro. Nesse caso, uma nova placa teria de ser feita. Em 2017, foram realizadas 1,4 milhão de transferências, conforme dados do Denatran. *CORREIO