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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

História das Eleições de Ipiaú: Garranchos no Poder

"Garranchada" acompanhava Hidelbrando Nunes
Concluindo o mandato, Salvador da Matta indica à sua sucessão o policial militar Milton Pinheiro dos Santos. Capitão Milton -ARENA- teve como adversário o carismático Hildebrando Nunes Rezende -MDB-, apoiado por Euclides Neto e pelo candidato a deputado Miguel Coutinho. Os partidários de Hildebrando foram apelidados de “garranchos”, palavra que passou a simbolizar um dos mais expressivos movimentos do populismo político em Ipíaú. Nas passeatas cada pessoa erguia um garrancho, mostrando que ali estava a humildade e a fortaleza de um povo unido em um objetivo de liberdade. Messias, o cantor dos garranchos, puxava o refrão: "É fogo de garrancho que derruba jacarandá"... A multidão fazia o eco. Essa foi uma das campanhas mais movimentadas da história política de Ipiaú. Muito fervor, estratégias bem planejadas, discursos empolgantes. Uma frase bem ou mal dita em palanque poderia fazer grande diferença e até decidir o pleito. Afirmam que foi isso o  que aconteceu quando pronunciaram: “Nós precisamos de qualidade e não de quantidade”.Euclides soube explorar o vacilo. 
Comitê de Hidelbrando Nunes.
A garranchada assanhou, avolumou, mostrou seu valor. Hildebrando derrotou o Capitão Milton com 995 votos de frente. Sua votação foi de 3.465 votos contra 2.470 do seu adversário. Depois da passeata da vitória nas ruas de Ipiaú, Hildebrando e alguns dos seus partidários mais próximos estenderam as comemorações na Fazenda Coroa Verde, de Miguel Coutinho. O governo de Hildebrando foi popular e democrático, com intenso incentivo à cultura. (GIRO/José Américo Castro).

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

História das Eleições em Ipiaú: Regime Militar; candidatos únicos, oposição fora do páreo

Foto:Arquivo Pessoal
Apesar do sufoco que sofreu durante o regime militar instaurado com o golpe contra a democracia no dia 31 de março de 1964, o prefeito Euclides Neto, acusado de ser comunista, realizou uma administração grandiosa e voltada às camadas mais carentes da população. Promoveu reformas: tributária, politica, habitacional, pedagógica, sanitária, trabalhista, urbana e agrária. Tudo isso concorreu para que o Governo Federal desse a Ipiaú o titulo de Município Modelo da Bahia. Euclides soube vencer a perseguição. Concluiu seu mandato no final de 1966, mas não pôde fazer o sucessor.

Desmantelado o sistema partidário democrático com o Ato Institucional n º 2 (AI-2) criou-se a ARENA (Aliança Renovadora Nacional), base de sustentação civil do regime militar e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro), este com a função de fazer uma oposição bem comportada, enfim tolerável ao regime. Nas duas primeiras eleições pós-golpe, a oposição em Ipiaú preferiu ficar de fora dessa manobra. Resistiu de modo independente.

ZÉ MOTTA
Candidato único pela ARENA, José Motta Fernandes foi eleito prefeito, em 15 de novembro de 1966, com 2.760 votos, o que representou a maioria do eleitorado. Ele já havia exercido o cargo no período de 1959 a 1963. Os 12 vereadores eleitos pela ARENA foram: Salvador da Matta (598 votos); Normando Suarez (587 votos); Edvaldo Santiago (275 votos); José Pereira de Almeida-Zeca da Americana-(272 votos); Waldemar Santana Sampaio(198 votos);Aldo Tripoldi ( 194 votos);Pedro Hagge Midlej(145 votos); Walter Hohlenwerger (122 votos); Antonio Calumby (110 votos); Eulogio Santana-Mestre Lôla- (96 votos) , Samuel Rodrigues(88 votos) e Humberto Colavolpe (77 votos). Na suplência ficaram: Wilson Menezes (64 votos) e Altino Cosme Cerqueira ( 55 votos). 

SALVADOR DA MATTA
Concluída a sua segunda gestão no município de Ipiaú, José Motta Fernandes é sucedido por outro ex-prefeito que também cumpriria o segundo mandado. Eleito no dia 15 de novembro de 1971, com 3.169 votos, ou seja, a maioria do eleitorado, o médico e educador Salvador da Matta, candidato único pela ARENA, governa durante apenas dois anos(1972/73).

Para esse “mandato tampão”, também foram eleitos os vereadores arenistas: José Pereira de Almeida-Zeca da Americana-(771 votos);Edvaldo Santiago-Tatai-(599 votos); Normando Suarez( 571 votos); Gilson Andrade Cunha( 263 votos); Aldo Tripoldi ( 205 votos); Carlos Borges de Souza( 204 votos); Altino Cosme de Cerqueira ( 198 votos); Walter Hohlenwerger ( 198 votos); Américo Castro ( 179 votos); Samuel Rodrigues( 167 votos); Antonio Calumby (114 votos)e Pedro Hagge Midlej (47 votos).

Tanto José Motta Fernandes quanto Salvador da Matta, administraram de conformidade com as normas estabelecidas com o regime militar, mas promovendo obras de grande importância para a coletividade. No próximo capitulo: o movimento dos garranchos.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

História das Eleições em Ipiaú: Euclides Neto é eleito prefeito em 1962

Euclides disputou com Roque Menezes as eleições de 1962 (Foto:Arquivo).
O ano de 1962 prometia muita movimentação na politica ipiauense. Dois jovens cidadãos: o advogado Euclides José Teixeira Neto e o professor Roque Alcântara Menezes foram lançados candidatos à sucessão do prefeito José Motta Fernandes. Ambos eram dotados de muita inteligência e gozavam da mais alta estima por parte da comunidade local. A velha UDN tomava rumos que contrariava algumas das suas lideranças mais conservadoras e isso indicava a possibilidade de “um racha”, o que aconteceu quando José Motta decidiu apoiar Euclides Neto. A ala dissidente recebeu o nome do seu líder Salvador da Matta e hipotecou solidariedade à candidatura de Roque Menezes que também tinha o apoio da maioria dos alunos (votantes) do Ginásio de Rio Novo. 

Euclides agregava o sentimento do novo, das ideias pioneiras e renovadoras. Sendo assim também contava com forte apoio da juventude progressista. Representava bem mais que aquela coisa de marxismo, comunismo, conforme o padre Flamarion, pároco local, costumava lhe acusar enquanto jogava baralho na casa de Adeodato Pinheiro.

A campanha transcorreu em alto nível

Euclides Neto concorria pelo PDC (Partido Democrático Cistão) agremiação que encabeçava a coligação “União Libertadora Cristã” , enquanto Roque Menezes encabeçava a coligação “Aliança Democrática Trabalhista”. O antigo Fórum Rui Barbosa, funcionava no Bairro da Conceição, em frente à casa de Leonel Jardim. Ali aconteceu a apuração dos votos e o resultado final apontou 1.886 sufrágios em favor de Euclides Teixeira Neto, contra 1.556 votos para Roque Alcântara Menezes. Euclides venceu por uma diferença de 330 votos. Dizem que a maioria dos votos decisivos veio do Distrito de Córrego de Pedras.

Os 10 candidatos à Câmara de Vereadores mais bem votados nesse pleito foram: Alípio do Prado Correia (455 votos), Normando Suarez (409 votos), José Motta Fernandes (362 votos), Edvaldo Santiago -Tatai (338 votos), José Pereira de Almeida-Zeca da Americana- (102 votos), Altino Cosme Cerqueira (97 votos), David de Souza(95 votos), Antônio Lisboa Nogueira (79 votos), Walter Hohlenverger (75 votos) e Josias Correia ( 70 votos).

Outros concorrentes à Câmara foram Francisco Pelegrine, Waldite Nascimento, Wilson Rocha Almeida, Manoel Valdir Santos, Aldo Tripoldi, Oscar Mendes de Souza, Wilson Menezes, Elias Cirqueira, André Assis, Waldomiro Ornellas, Juracy Soares e Boanerger Brandão. Prefeito de Ipiaú, Euclides Teixeira Neto realizou uma das mais importantes e progressistas administrações que se tem conhecimento na historia deste município.(GIRO/José Américo Castro)

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

História das Eleições em Ipiaú: José Motta e Antônio Lisboa disputaram as eleições em 1959

José Motta e Antônio Lisboa disputaram as eleições em 1959 (Fotos:Arquivos)
No ano de 1958, o prefeito Salvador da Matta, juntamente com o vereador Protógenes Jaqueira e outros membros da UDN (União Democrática Nacional) já estavam articulando o processo sucessório e não tiveram dúvida que o melhor candidato do grupo seria o vereador José Motta Fernandes, cuja carreira política foi iniciada na gestão do ex-prefeito Pedro Caetano. José Motta representava o próspero distrito de Barra do Rocha e era sobrinho do empresário rural João Motta, forte liderança política na região.

A oposição lançou a candidatura do dentista Antonio Lisboa Nogueira, membro do PSD ( Partido Social Democrático), que no período de 1945 a 1946 exerceu o cargo de interventor municipal. Natural do município sergipano de Laranjeiras, Nogueira se destacou como um dos fundadores da Loja Maçônica Fraternidade Rionovense, do Rotary Clube de Ipiaú e era Conselheiro do Instituto de Cacau da Bahia. Ele deu grande contribuição para a instalação da agencia local do Banco do Brasil e da Fundação Hospitalar de Ipiaú.

A campanha eleitoral deflagrada em meados de 1959 foi tranquila, “pouco questionada e quase consensual”, conforme lembra o médico José Alberto da Matta, filho do então prefeito. Juracy Magalhães que na ocasião se colocou como candidato a governador da Bahia, deslocou-se até Ipiaú, para participar de um dos comícios, na Praça Rui Barbosa, em favor de José Motta. Na sua comitiva transportada em três aviões também estava o deputado Urbano de Almeida Neto.

A votação indicou a vitoria de José Motta. Nessa sua primeira gestão José Motta Fernandes governou o município durante o período de 14 de abril de 1959 a 07 de abril de 1963. Foi sucedido pelo advogado Euclides Teixeira Neto. (GIRO/José Américo Castro)

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

História das Eleições de Ipiaú: Em 1947, o povo volta a escolher o prefeito

Salvador da Matta, José Muniz Ferreira e Pedro Caetano (Fotos:Arquivos).
Democracia Restabelecida
No ano de 1947, com a democracia restabelecida, ocorre a segunda campanha eleitoral para prefeito de Ipiaú. Dois candidatos: o dentista Antônio Lisboa Nogueira- PSD-  e o advogado Pedro Caetano Magalhães de Jesus-PRP- disputaram o cargo. Com apoio da UDN, PTB e PSP, Pedro Caetano foi o eleito. A campanha eleitoral de 1951 foi disputada pelo coletor Oswaldo Telles-UDN- e o fazendeiro José Muniz Ferreira-PRP-, o qual teve o apoio do PTB e PSD. José Muniz Ferreira, mais conhecido como "Juca Muniz", irmão do cacauicultor Edizio Muniz Ferreira e genro do Coronel Durval Hollenwerger foi o vitorioso nessa disputa. De 1955 a 1959, Ipiaú foi governado pelo médico Salvador da Matta que na eleição de 1954 derrotou Aristóteles Andrade, político que já havia disputado a primeira eleição de prefeito para o município. Salvador foi sucedido por José Motta Fernandes. (GIRO/ José Américo Castro)

sábado, 17 de setembro de 2016

História das Eleições de Ipiaú: Prefeitos eram nomeados pelo 'Estado Novo'

Prefeitos eram nomeados pelo então Presidente da República Getúlio Vargas.
Dando continuidade à serie "As Campanhas e Eleições dos Prefeitos de Ipiaú, enfocaremos nesta matéria o período em que não houve campanha e nem tampouco eleições. De 1937 a 1948 o país esteve regido pelo totalitarismo e os prefeitos eram nomeados pelo Presidente da República. No município de Ipiaú seis deles experimentaram essa condição. Em setembro de 1937 o então presidente Getúlio Vargas, decide preparar um golpe de estado que estabeleceu uma ditadura que se prolongou por quase 10 anos, e ficou conhecida com “O Estado Novo”. Nesse período foram dissolvidas as representações do Poder Legislativo e do Poder Judiciário. Vargas ficou com o poder de indicar prefeitos e governadores, os quais ficaram conhecidos como interventores.

Prefeitos nomeados em Ipiaú 
Os interventores (prefeitos) nomeados pelo Estado Novo em Ipiaú foram: Eurico Simões Paiva (17/12/1937-1938) ; Aderbal Medeiros de Barros( 07/01/1938-25/02/1940); Jaime Pontes Tanajura (11/03/1940-1943)-; Agostinho Cardoso Pinheiro (26/03/1943-1945); Antônio Lisboa Nogueira (12/06/1945-1946); José Borges de Barros (28/04/1946-05/12/1946); Sandoval Fernandes Alcântara (05/12/1946-1948). No próximo capitulo o foco será a segunda campanha eleitoral em regime democrático. (GIRO/José Américo Castro)

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

História das Eleições de Ipiaú: Há 80 anos, o município elegia seu primeiro prefeito

Inicio da construção do primeiro prédio da Prefeitura de Ipiaú (Foto:Arquivo Pessoal).
Três candidatos concorreram às eleições municipais de 1936, a primeira da história política da antiga Rio Novo. A pluralidade confirmava o perfil democrático do eleitorado local, mas inaugurava a tendência da polarização que prevalece nos dias atuais. Leonel Andrade (PSD) e Aristóteles Andrade (AIB) concentravam as preferências dos eleitores, enquanto Moisés Santos, do Partido Rio Novo Altivo, apenas marcava o espaço da terceira via, sem as mínimas chances de vitória. Aquela primeira campanha foi muito disputada. As duas principais facções se digladiavam, ultrapassando os limites da ética, o campo das idéias, atingindo questões pessoais. O ambiente tornara-se de tal modo tenso, que se chegou a esperar acontecimentos trágicos. Cerca de mil eleitores compareceram às urnas para sufragar os nomes dos seus candidatos a prefeito e vereadores. O vencedor foi Leonel Andrade, do PSD, com 542 votos, seguido de Aristóteles Andrade, da ABI, que obteve 382 votos e Moisés Santos, do Partido Rio Novo Altivo, com apenas 10 votos. (GIRO/José Américo Castro).