Personalidades Folclóricas de Ipiaú: Armando Gaudêncio em delírios de diplomacia


Gaudêncio afirma que resolveu um grande conflito entre Brasil e EUA.
Não era daqueles de muita
popularidade, mas também não jogava no time do anonimato. Os que lhes
conheceram atestam suas legitimas credenciais para o ingresso na condição de
cidadão folclórico de Ipiaú. Eis o homem: Armando Gaudêncio, negro, alto, sempre
trajando paletó e gravata, semblante enfezado, elegância de lorde do terceiro
mundo, algo muito singular, embora nem tão anormal nessa terra de tantas
excentricidades. Era filiado ao PMDB, assistia às sessões da Câmara Municipal e
sentia-se um legitimo vereador. Aparteava as discussões do plenário, reclamava em
voz alta, discutia com “Baleia” (o presidente da casa), garantia que obtivera
mais de mil votos, mas, no entanto, fora garfado pelos correligionários.”
Botaram na minha vaga o advogado Genivaldo Lins”, reclamava quando questionado
da legitimidade do mandato. A performance municipal era apenas a ponta do
iceberg do que se passava na mente daquela figura compenetrada. Em uma entrevista
na Rádio Livre ele contou-me proezas incríveis, coisas exclusivas da sua
desvairada imaginação. Tais aventuras também narrava a tantos quantos lhes
cutucavam a fantasiosa memória. Uma delas teve como pivô, de grave controvérsia
internacional, o brasileiríssimo urubu. Além da diplomacia,  Armando Gaudêncio também se achava  o “retadão” 
na arte de  conquistar corações, apaixonar
donzelas. Na maior cara de pau, sem qualquer remorso, garantia que fora
responsável pelo suicídio em massa de lindas japonesas. “As tokianas ao me
avistarem, durante uma viagem que eu fiz ao Japão, não resistiam ao meu olhar
45 e se jogavam daqueles prédios altos. Caiam gritando :-Armando eu te
amoooo!……  Continue lendo….