Camamu é 'rebaixada' no Mapa do Turismo e perderá recursos

Camamu perde posição no Mapa do Turismo; estrada local recebeu R$ 37 mi em 2009.
Apesar de registrar aumento de 40% no fluxo de turistas, de 2017 para 2018, quando recebeu entre final de ano e Carnaval mais de 150 mil visitantes, a cidade de Camamu, Sul da Bahia, foi rebaixada de categoria pelo Ministério do Turismo em um ranking nacional que mede o desempenho econômico dos municípios brasileiros no setor. Fundado em 1562 às margens do Rio Acaraí, Camamu, com 36 mil habitantes, fica na Costa do Dendê e é porta de entrada para a Baía de Camamu, Taipu de Fora e Barra Grande (pertencentes a Maraú, cidade vizinha) e caiu da categoria C para a D, o que na prática significa direito a menos verba para eventos patrocinados pelo Ministério do Turismo. Já 17 cidades da Bahia registraram crescimento pelo setor, a exemplo de Lauro de Freitas, Mucugê, Santa Cruz Cabrália e Teixeira de Freitas. 

O ranking que vai de A a E, apresentado em um 'Mapa do Turismo' que pode ser acessado online, mostra a Bahia com 150 cidades: 4 com classificação A – Salvador, Porto Seguro, Cairu (com Morro de São Paulo) e Mata de São João, com Praia do Forte – e as demais com B (19 cidades), C (31), D (85) e E (11 municípios). Segundo a portaria 39/2017 do Ministério do Turismo, somente municípios classificados entre A e D podem pleitear apoio a eventos geradores de fluxo turístico. Nas categorias A, B e C, o teto é de, respectivamente, R$ 800 mil, R$ 500 mil e R$ 400 mil, que têm de ser gastos em dois eventos que não ultrapassem a metade do teto. Cidades da categoria D recebem R$ 150 mil para um único evento. Além de Camamu, foram rebaixados para a categoria D os municípios de Amargosa, Dias D'Ávila, Maragogipe, Saubara e Simões Filho. *Com informações do CORREIO