Ipiaú: 'Estou sem saber o que fazer', diz mãe de bebê que teve fratura no fêmur durante parto

A pequena Aiala Gabriele continua com a perna fraturada 
O bebê que teve o fêmur da perna direita fraturado durante o parto foi atendido nesta terça-feira (27), por um especialista no Hospital Martagão Gesteira, em Salvador. A mãe e a criança foram encaminhadas pela secretaria de Saúde do município de Ipiaú. Segundo informou Maria Aparecida (Cida), mãe da recém-nascida, o médico ortopedista analisou o caso, realizou o procedimento de tração óssea, mas não houve êxito. A parturiente contou ao GIRO que foi informada pela equipe da unidade hospitalar que se o procedimento fosse realizado poucos dias após a fratura teria grandes chances de dar certo. "Acontece que colocaram o gesso logo após a fratura e ficou por treze dias, e nesse tempo se formou um calo ósseo, por isso está dificultando o procedimento", revelou a mãe, baseada nas informações médicas. O temor da família é que a criança fique com sequelas devido a fratura. Uma cirurgia é descartada no momento por conta da pouca idade da paciente. 

"Estou sem saber o que fazer", desabafou Cida. Ela revela que além das dificuldades por conta da cirurgia cesariana, está sem condições financeiras para arcar com custos em alimentação durante as viagens. Maria Aparecida e sua filha, nesse período, já viajaram duas vezes para o Hospital da Criança em Feira de Santana e agora, por último, à Salvador. "Toda vez que viajo tenho que tomar dinheiro emprestado pra alimentação, porque eles dão o carro, tudo direitinho, mas a alimentação não. Além do mais, tenho sentido muitas dores por conta das viagens longas", relatou Aparecida.  Por orientação médica, Cida tem que levar o bebê ao hospital em Salvador nas próximas segundas-feiras para novas consultas.

A pequena Aiala Gabriele sofreu a fratura no fêmur da perna direita durante o parto no dia 09 de março no Hospital Geral de Ipiaú. O diretor do HGI, João Henrique Cruz Sampaio, disse que a fratura ocorreu depois de um parto pélvico, em que o bebê fica sentado no útero, o que dificulta a retirada da criança. Ainda segundo o diretor, o parto é muito difícil e as vezes pode ocorrer esses acidentes. “O parto foi pélvico e é muito difícil porque dá um pouco mais de trabalho, mesmo em cesariana. É um parto muito difícil. Infelizmente, quando a criança saiu na primeira fase do parto, na saída do útero, teve a fratura no fêmur da perna direita”, disse o diretor. Segundo ele, a dificuldade foi relatada pelo médico responsável pelo parto. Conforme o diretor, depois da fratura, o hospital buscou reparar a situação e conseguiu viabilizar atendimento para a criança, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). (Giro Ipiaú)