Opinião: Entrada de Douglas Costa é determinante para vitória do Brasil

*Por Romário Henderson
Douglas Costa (ao lado de Neymar) entrou na vaga do apagado Willian.
A Seleção Brasileira entrou em campo para o seu segundo jogo na Copa do Mundo diante da Costa Rica, precisando muito de uma vitória para não se complicar no grupo. Após estrear com empate e quebrar uma sequência de nove copas seguidas vencendo na estreia, a Seleção Brasileira carregou para a partida muita pressão e tensão. Mais uma vez Tite repetiu o time da estreia, com exceção da entrada de Fagner, na lateral direita, na vaga de Danilo, que se machucou. Essa formação com 4-1-4-1 tem funcionado desde a entrada de Tite, em 2016. No entanto, na Copa do Mundo foram três tempos de mau futebol, pouca movimentação, falta de intensidade e agressividade. Apenas no segundo tempo contra a Costa Rica o volume de jogo foi agradável.

Contra a Costa Rica, a propósito, o Brasil na etapa inicial foi uma equipe lenta, sem transição rápida, errando muitos passes e ainda permitindo a Costa Rica gostar do jogo, trocar passes e levar perigo ao gol de Alisson. Mais uma vez Willian, Paulinho, Marcelo, Neymar e Gabriel Jesus faziam partida mediana, a exemplo da estreia. Até Coutinho foi bem tímido na primeira etapa, embora tenha tentado duas finalizações. O Brasil do primeiro tempo não teve atitude, não foi agressivo, não intimidou o adversário e jogava como se tivesse satisfeita com o resultado.

Entrada de Douglas Costa muda o comportamento do Brasil
Tite fez uma mudança que mudou a cara da equipe, ao colocar Douglas Costa na vaga do apagado Willian. Douglas jogou fora de posição, foi jogar aberto na direita, pois está habituado a jogar pela esquerda, com características de jogar com profundidade, dribles rápidos e chute preciso. O Brasil do segundo tempo é o que o torcedor brasileiro quer ver, assumindo o protagonismo, impondo seu jogo, amassando o adversário, criando situações de gol e levando perigo frequente e real.


Seguramente, Tite deverá pensar com muito carinho na possibilidade de começar com Douglas Costa diante da Sérvia. Outro jogador que pode perder sua posição é Paulinho, que surpreendentemente não tem chegado tanto na área com perigo, como de praxe, não se sabe se por orientação técnica ou se é por falta de confiança mesmo. Neymar foi menos caçado dessa vez, até por ter sido menos individualista, tocou mais de primeira e buscou a tabela. Neymar, aliás, que foi pivô de um lance polêmico de um pênalti, onde o árbitro marcou e, seguida, ao rever o lance, desmarcou a penalidade acertadamente, pois não houve nada em Neymar, que outra vez simulou e pareceu mais um ator.

No final, de forma dramática, nos acréscimos, Coutinho marcou, de bico, o primeiro, e Neymar, sem goleiro, escorou passe de Douglas Costa, fechando o placar. De positivo a atuação segura da defesa e a ótima participação de Douglas Costa, enquanto de negativo destacamos a inconstância de Marcelo, Neymar, Paulinho, Willian e Gabriel Jesus, que continuam mal na Copa. (Giro/Romário Henderson)