Opinião: Bélgica amadurecida e ambiciosa espera o Brasil

Seleções se enfrentam nesta sexta-feira às 15h.
As quartas de final da Copa do Mundo começam nesta sexta feira, tendo um dos encontros mais aguardados: Brasil x Bélgica. Duas seleções com viés ofensivo e cheio de talentos individuais. A geração belga é, sem dúvida, a mais talentosa de todas que o país já teve. Sonhavam em enfrentar o Brasil na final, mas o encontro se deu antes. A Bélgica de 2018 é uma seleção mais madura e mais ambiciosa. Em 2014 foi eliminada pela Argentina. Dos 14 jogadores que atuaram na partida da eliminação na última Copa, 11 foram convocados para a Rússia, o que significa que a base foi preservada.

Pontos fortes da Bélgica
O técnico Roberto Martinez escolheu o 3-4-3 como formação tática. Os setores mais fortes da Bélgica dão do meio campo pra frente. Na meiuca o cabeludo Witsel faz a proteção à frente da zaga, tem ao seu lado De Bruyne, jogando de segundo homem, um dos responsáveis pela saída de bola, pelas pontas Carrasco, que é o mais limitado de todos e Mertens, além de Hazard, o craque do time, camisa 10 e capitão, meia cerebral, que joga para o time, com ótima visão de jogo e muito habilidoso. Como centroavante está Lukaku, grandalhão, muito forte, ótimo pelo jogo aéreo e no pivô.

Pontos fracos da Bélgica
A defesa é alta, forte na jogada pelo alto, mas muito lenta. No primeiro gol do Japão, Vertoghen não corta o passe em profundidade, não tem boa recuperação, e a Bélgica sofre o gol. Além disso, por ter no 3-4-3 a maioria dos jogadores características ofensivas, o meio campo é pouco marcador. No segundo gol do Japão, De Bruyne, que deveria estar próximo a Witsel fechando o a intermediária de defesa, apenas cerca o japonês, mas não abafa para atrapalhar o chute, que entra no gol de Courtois. A propósito, o goleiro belga é muito bom, mas deficiente em chutes rasteiros, visto sua alta estatura que o faz ser lento ao descer para defender bolas rasteiras.

As variações táticas da Bélgica são dor de cabeça pra Tite
A Bélgica tem jogado no 3-4-3, mas essa mesma composição de jogadores pode transformar em formação num 5-4-1, jogando sem a bola, e nesse caso Meunier pela direita e Carrasco pela esquerda se juntariam à trinca de zagueiros formando uma linha defensiva com cinco homens, mais à frente uma linha com quatro, com os recuos de Mertens e Hazard para se alinharem a Witsel e De Bruyne, deixando apenas Lukaku na frente. A imprensa tem cogitado a possibilidade de Martinez tirar Mertens e escalar Fellaini, jogador de meio campo, mais marcador e forte na bola aérea, isso para tentar ganhar o meio campo e explorar as bolas aéreas. De qualquer maneira, o Brasil receberá uma seleção talentosa, ambiciosa, amadurecida e pronta para mostrar que de fato é a melhor safra que a Bélgica já teve. (Giro/Romário Henderson)