Opinião: México é o adversário dos sonhos para o Brasil

Brasil enfrenta o México às 11h da manhã dessa segunda-feira.
A Seleção Brasileira terminou a primeira fase na liderança do Grupo E, com 07 pontos, somando duas vitórias e um empate, 05 gols marcados e apenas 01 sofrido. A colocação já era esperada, mas ainda estamos sentindo falta daquele Brasil intenso e letal das Eliminatórias da Copa. O técnico Tite conseguiu imprimir um estilo de jogo que, independentemente das peças, o estilo não muda. Adepto da marcação alta, posse e controle de bola e rápida movimentação nas trocas de posições para confundir a marcação adversária, O Brasil da era Tite se levantou jogando com muita intensidade e sendo muito letal, eficiente. No entanto, nessa Copa do Mundo, embora a Seleção tenha demonstrado contínuo crescimento no desempenho nessa primeira fase, ainda parece estar com o freio de mão puxado.

 Uma das explicações viáveis para isso se deve ao fato de jogadores como Willian e Paulinho estarem abaixo do que vinham atuando. O primeiro joga sempre com muita profundidade, tem forte explosão física, e Paulinho sempre chegou ao ataque como homem surpresa, dando opção pela direita, foi assim que nas Eliminatórias marcou vários gols. Isso não estamos vendo nessa Copa. Como ambos jogam pelo lado direito, a ausência de Daniel Alves, ótimo na saída de bola e muito bom no apoio ao ataque, tem atrapalhado o bom desempenho de Paulinho e Willian.

O adversário das oitavas, a Seleção do México, pelas características que possui, se torna o melhor adversário para o Brasil. É fato que os mexicanos tradicionalmente dificultam a vida do Brasil, mas em Copas do Mundo nunca venceu a Seleção Brasileira. O estilo de jogo mexicano é de jogar e deixar o adversário jogar, é uma equipe com viés ofensivo, a cara do técnico Juan Osório, com um meio campo talentoso com Fabián e o experiente Guardado e atacantes perigosos como “Chicharito” Hernandez e Carlos Vela.

Como se sabe, o México bateu a Alemanha, mas o goleiro mexicano Ochoa foi um dos melhores em campo, ou seja, os mexicanos dão espaço, deixa o adversário jogar, tudo o que o Brasil precisa, haja vista a dificuldade brasileira em penetrar as defesas de equipes mais defensivas como Suíça e Costa Rica. A Seleção do México é talentosa, mas suas características era tudo o que o Brasil precisava. Mas ninguém vence sem antes jogar. Boa sorte, Brasil! (Giro/Romário Henderson)