Músicos da Região: o rock clássico de Celso Rommel

quarta-feira, agosto 08, 2018
Foi ouvindo os discos de vinis e compactos dos Beatles que seu pai, o bancário Hélio Medeiros, colocava pra tocar na vitrola da residência, em Ipiaú, que o menino Celso Rommel Araújo Santana  pegou gosto pela música. A boa influência lhe abriu portas, fazendo que se tornasse um músico profissional (instrumentista e vocalista), com repertório autoral de boa qualidade, tanto no aspecto melódico como nas letras e arranjos harmônicos. Celso Rommel compôs dezenas de músicas, gravou seis CDs, fez participação em outros, realizou inúmeros espetáculos e tornou a guitarra um prolongamento físico da sua alma. Dela tira solos incríveis, mostrando toda a sua competência na execução do rock clássico. Além disso é radialista,  blogueiro e publicitário, enfim um multimídia dos bons.
Aos 15 anos de idade já tocava violão e aos 16 ganhou da sua avó, dona Rosa Eça, a primeira guitarra elétrica. Descobriu os Rolling Stones, Led Zepplin, Pink Floid, dentre outras bandas que reforçaram a sua tendência de rockeiro. Ainda na adolescência, formou com colegas do Colégio Estadual de Ipiaú (CEI), a banda “Vox Populi”. Ele na guitarra solo, Valdir no contra-baixo e Jorge Bala na bateria. O grupo não tinham grandes pretensões e se contentava com as apresentações, nas tardes dos domingos, no Restaurante Soluar. Tocavam em troca de comida e bebida.
Em 1986, com uma visão mais profissional, Celso e Valdir juntaram-se a Reinaldo Mota (guitarra base) e Roque Rangel (bateria) para constituir a banda “Esquadrão Vermelho”, empresariada por Dunga Matos. Dois anos depois Roque Rangel foi substituído por Gerildo Ribeiro e a banda mudou o nome para “Coquetel Molotov”. No inicio da década de 1990, Celso Rommel já estava dividindo palco com Reinaldo Mota e Beto da Gaita, na banda “Espaço 3”, cujo repertório era fundamentado na Bossa Nova e MPB.
O guitarrista/violonista tinha plano de vôos mais altos. Seguiu pra São Paulo, apresentou-se em barzinhos, gravou quatro músicas e concebeu o projeto do seu primeiro CD: “Grambeat”, com o baterista Jorge Bala e o baixista Josenildo. A experiência na noite paulistana muito acrescentou na musicalidade de Celso Rommel.

Ao retornar para a Bahia, leia-se Ipiaú, aproxima-se de músicos como Alé Barbosa, Bebé Batera e Sikilinque, com os quais realizou diversas apresentações, inclusive no Trio Elétrico Mendonça, além de participar da gravação do CD de Sikilingue. Dessa convivência surgiu a primeira formação da banda “Soda Pop”: Sikilingue (vocal), Alé Barbosa (baixo) e Netão (bateria).

Celso permaneceu na Soda durante muitos anos, depois juntou seu talento ao trepidante baixista e vocalista Caco Santana, na Banda Primitiva, com um repertório recheado de hard rock mesclado ao country. A Primitiva mudou o nome para “Modernos Primitivos”, mantendo fidelidade aos clássicos do rock de todas as épocas.                   

Natural de Itabuna, casado com Vanusa Alves Pereira, dois filhos: João e Pedro Rommel, proprietário, redator e editor dos sites Ipiaú Online e Nicuri é Coco, apresentador de programas na Rádio Educadora de Ipiaú, AM que migrou para frequência modulada com o nome de “Nova FM”, e na Rádio Andaiá (FM) de Santo Antonio de Jesus, produtor de jingles, dono de muita versatilidade Celso Rommel é uma referência cultural na região e (porque não?) na Bahia.
Da sua discografia constam os seguintes CDs: Granbeat G (1997);  3XLegal (2001); Zaius (2003); 100Fio (2010); Pré Zeh Pada (2012). Além destes está gravando com Caco Santana o disco “O Quintal das Carambolas”, com o respectivo vídeo clip. No violão, na guitarra, no microfone, Celso Rommel é a musica, em  essência e efervescências. (GIRO/José Américo Castro)