terça-feira, 7 de agosto de 2018

Seminário em Ipiaú reúne 24 municípios e discute atendimento especial a crianças e adolescentes vítimas de violência

Evento acontece no auditório do CIEI, antigo Colégio Modelo (Foto: Giro Ipiaú)
Vinte e quatro municípios baianos participaram nesta terça-feira (07) do Seminário sobre Atendimento Integrado às Crianças e Adolescentes Vitimas de Violência, realizado em Ipiaú e organizado pelo Projeto "Dialogando com a Juventude", em parceria com o Conselho Tutelar local. O evento atraiu participantes de cidades do Território Médio Rio das Contas e de localidades mais distantes, a exemplo de Itamaraju, Paramirim, Irecê, Camamu e outros.
Desembargador Salomão Resedá e o juiz Arnaldo Lemos palestram no Seminário (Foto: Giro Ipiaú)
Um dos palestrantes do Seminário, realizado no auditório do CIEI, antigo Colégio Modelo foi o desembargador do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia - Salomão Resedá, que destacou os Direitos da Criança e do Adolescente. O juiz Arnaldo Lemos, titular da 1ª Vara dos Crimes Praticados contra a Criança e o Adolescente, trouxe a experiência da escuta especial, que já acontece em Salvador desde 2014. O depoimento especial, conforme o juiz, prevê o resguardo da criança ou do adolescente de qualquer contato com o agressor ou acusado, ainda que seja visual, preservação da intimidade e privacidade, inclusive a tramitação em segredo de justiça. 
24 municípios baianos estão representados no evento (Foto: Giro Ipiaú)
O evento também contou com a presença da Juíza Leandra Leal, da Vara da Infância e Juventude da Comarca Ipiaú, e outras autoridades jurídicas.  Promotores de Justiça, Rede de Proteção a Criança e ao Adolescente, estudantes, e representantes da sociedade civil e Policia Militar também prestigiaram o evento. 
Programação teve início por volta das 09h e segue até o fim da tarde (Foto: Divulgação)
Dados do Atlas da Violência 2018 revelam que em 2016, 68% dos casos de estupro notificados pelo Sistema Único de Saúde tiveram como vítimas crianças e adolescentes. Além da violência, a criança pode levar para a sua vivência futura traumas graves que podem ser gerados no momento de contar como tudo aconteceu. Soluções para o atendimento à essas vítimas foram discutidas no seminário. (Giro Ipiaú)