Na Bahia, eleitores confundem nome de Haddad e o chamam de "Andrade"

sábado, setembro 15, 2018
Haddad ao lado da vice e do governador Rui Costa em Vitória da Conquista (Foto: TV Sudoeste)
Em busca de popularidade, o candidato a presidente da República Fernando Haddad (PT), que substituiu Luís Inácio Lula da Silva, barrado pela Justiça Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa, visitou neste sábado (15) Vitória da Conquista e Jequié. Durante a campanha, o candidato foi chamado diversas vezes de 'Andrade'. “Andrade é o candidato de Lula, tamo junto com ele”, gritava o magarefe Firmino de Sousa Oliveira, 45, pouco antes de o candidato petista chegar à Praça Guadalajara (centro da cidade), onde 2 mil pessoas (segundo a PM) aguardavam o candidato. Ao ser informado sobre o nome correto do petista, o magarefe comentou que “não importa se é Andrade ou Haddad, o importante é que vamos votar nele porque ele representa Lula e o povo do Nordeste”.
Candidato discursa durante campanha em Conquista (Foto: Mario Bittencourt/CORREIO)
O mesmo pensa a estudante do ensino médio Silvia Cássia de Lima, 19, moradora de Poções, cidade vizinha a Vitória da Conquista. “Estamos nos acostumando ainda com Haddad, mas acho que isso não influencia muito”, ela disse. A cidade baiana é uma das apostas do PT para conseguir votos nas eleições de 2018, pelo fato de a mesma ter sido governada por gestores ligados ao partido entre os anos de 2007 a 2012. Ao comentar sobre o desconhecimento sobre o seu nome numa cidade onde o PT governou por 20 anos, Haddad disse apenas que “isso é normal”, e destacou que “estamos há apenas 3 dias como candidato, uma nova chapa”.

Em Vitória da Conquista, Haddad chegou junto com a vice da sua chapa Manuela D’ávila (PCdoB), e os petistas Rui Costa, governador da Bahia e candidato à reeleição, e o ex-governador Jaques Wagner, candidato ao Senado. Eles saíram pelas ruas centrais da cidade de 338 mil habitantes em cima de um carro, acompanhado por militantes do PT, PCdoB e membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), além de populares. Durante o ato político, o carro de som buscava associar o nome de Haddad ao do ex-presidente, que está preso em Curitiba. *Com informações do CORREIO