sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Músicos da Região: Alé Dunga, o guitarrista heavy de Ubatã

Ele é uma referência no universo dos bons guitarristas de rock da região e tem um estilo bem diferenciado. Muito feeling, técnico e criativo, gosta de explorar os solos que provocam emoções. Mesmo sendo roqueiro nato adota o fusion. Mistura jazz com rock, funk, R&B, Latim Jazz, clássicos e outros gêneros, numa extraordinária capacidade experimental. O conhecimento teórico o faz intuitivo e espontâneo, mas tem vezes que é rebeldia pura. Velocidade transcendental. Alé Dunga vai além, bem mais do que se pode imaginar. Na banda SodaPop encontrou o ambiente perfeito para mostrar o quanto é fera naquilo que mais gostar de fazer. A música está na sua essência.
Alessandro de Souza Dunga, 47 anos, natural de Ibirapitanga, casado, dois filhos, reside na cidade de Ubatã e começou a sua trajetória musical tocando na “Jesus Band, grupo que fazia a trilha sonora das missas da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, no tempo do Padre Cristo. Também acompanhava a cantora Neuza Costa em festivais de musica católica, tendo faturado o primeiro lugar, em Ipiaú e Ubaitaba, com a canção “As Vossas Redes”. No inicio da década de 1990 foi convidado para tocar na Banda Ubá, de Ubaitaba (Toinho e Reuris- vocal; Danilo –baixo; Júnior e Eltinho –teclados; Bebeto- bateria e Kipa -percussão).

Depois ingressou na Gang Cidade, que misturava o axé com o som pop e tinha uma galera jovem sintonizada com os movimentos musicais do planeta. Na Gang Cidade, dividiu palco com Ítalo (baixo), Danilo (teclados), Gabi (bateria) Ratinho (percussão) e Toinho (voz). Outra participação de Alé foi na banda Gang Ubá, originária de uma cisão da Gang Cidade.
A convivência com os músicos de Ubaitaba lhe proporcionou muita experiência e criatividade, mas decidiu tomar outro rumo. Retornou a Ubatã, onde abriu uma escola de musica que durou mais de 10 anos. Pelos bons ensinos começou a ser chamado “Mestre”. E muitos foram os seus discípulos. A convite do baixista Sussa retornou aos palcos, em 2010, como guitarrista da SodaPop. Sua missão era substituir o excelente Celso Rommel.

Superou as expectativas e vem proporcionando à banda ipiauense uma pegada mais pesada, tipicamente  metaleira. Seus duetos com o guitarrista Brisola são fenomenais. Passeiam pelo Rock and Rool, Blues, Funk, Hard Rock, detonam no heavy com solos longos e energizantes. Impressionam mesmo. Extremamente técnico e veloz, Alé Dunga tem um estilo que lembra muito o guitarrista norte americano Geg Howe, umas das suas referencias na musica instrumental. Alé vai além, transcende, segue no caminho dos lendários da alta sonoridade. (Giro/José Américo Castro)