Bahia: Garoto que seria vendido pela mãe foi achado isolado e chorando em rodoviária

segunda-feira, janeiro 14, 2019
Mulher foi presa (Foto: Divulgação)
O coordenador regional da Polícia Civil que investiga o caso da mãe que teria vendido o único filho em Santa Maria da Vitória, no oeste da Bahia, detalhou como a criança foi encontrada pela polícia. Alexandre Haas disse, por telefone, à equipe da TV Oeste, que o adolescente estava isolado e chorando na rodoviária no momento em que agentes da polícia passavam pelo local. “Uma equipe nossa, da Polícia Civil de Santa Maria da Vitória, estava passando próximo à rodoviária quando deparou com uma criança isolada e chorando e ela disse que havia sido deixada ali na rodoviária pela sua mãe, e encaminhamos para a delegacia”, disse o coordenador. Segundo Alexandre Haas, o próprio garoto informou o número da mãe à polícia, que entrou em contato com a mulher. A suspeita teria retornado a ligação e informado que estaria em Bom Jesus da Lapa, também no oeste da Bahia. “A equipe conseguiu encontrá-la. Ela realmente abriu o jogo que ela tinha ido para a cidade para vender o seu filho e que uma outra pessoa, que era um atravessador, marcou com ela de pegar a criança na rodoviária e iria pagar R$ 5 mil”, detalhou o coordenador.
Menino de 12 anos foi encontrado na rodoviária Santa Maria da Vitória.
Maria Roque Rocha, que mora em Botuporã, no sudoeste da Bahia, confessou que viajou para vender o filho. O homem que iria pegar o adolescente na rodoviária de Santa Maria da Vitória já foi identificado. Ele seria responsável também por encaminhar o menor a uma outra família brasileira que está morando no Japão. “Ele prometeu que, assim que chegasse lá, colocaria mais R$ 65 mil da conta da mãe”, disse o coordenador. O adolescente está sendo acompanhado por conselheiros tutelares de Santa Maria da Vitória. A polícia está em busca do homem que seria intermediário da venda. O nome dele não foi divulgado. Em relação à mãe da criança, a polícia disse que ela pode pegar de 4 a 8 anos de prisão por tráfico de pessoas. *Com informações do G1