Ipiauense Juvenal Maynart deixa a direção da Ceplac e pode ser substituído por um militar

terça-feira, janeiro 22, 2019
O Diário Oficial da União, do último dia 18 de janeiro, publicou a exoneração do ipiauense Juvenal Maynart da  Direção da Ceplac. O ato assinado pelo ministro Onix Lorenzoni, Chefe da Casa Civil da Presidência da República, já era esperado nos bastidores da política baiana, mas atropela uma tendência evolutiva no órgão. Especula-se que seu eventual substituto possa ser o agricultor militar Guilherme Galvão, atual presidente do Sindicato Rural de Barro Preto, embora também estejam cogitados os nomes dos  deputados Elmar Nascimento e Daiane Pimentel, além do ex-prefeito de Buerarema, Orlando Filho.

Juvenal vinha direcionando a Ceplac para o futuro e por essa tendência progressista enfrentou reações de ceplaqueanos enraizados num modelo antigo e cada vez mais inoperante. Ele organizou a cadeia produtiva do cacau, possibilitou que o órgão possa cuidar de Sistemas Agroflorestais no país e tivesse a sua credibilidade resgatada junto aos organismos internacionais. Criou cargos voltados para o fomento de projetos e parcerias estratégicas e fortaleceu as bases da pesquisa e extensão, com foco na implantação de sistemas agroflorestais, que vão garantir a sustentabilidade futura da lavoura cacaueira.

Outra grande contribuição de Juvenal Maynart Cunha para a região, quando dirigente da Ceplac, foi a de ter sido um dos responsáveis diretos pela cessão de uma área para a implantação do campus Itabuna da Universidade Federal da Bahia e pela criação do parque tecnológico do sul da Bahia. Juvenal estava na Ceplac desde 2011. Ocupou os cargo de Superintendente da Bahia e Sergipe e de Diretor Geral do órgão. Quando assumiu, a Ceplac já havia sido transformada em departamento, e perdido a condição de órgão singular – Decreto 8.852/2016.

Se política fosse igual a futebol o presidente Jair Bolsonaro poderia seguir a máxima: “Time que está ganhando não se mexe”, pois muitas vezes as mudanças resultam em gol contra. Mas futebol é futebol e política que também está presente no futebol, é política. O jogo é diferente! (Giro/José Américo Castro).