Músicos da Região: Marcos Spínola chega de sampa trazendo propostas musicais

terça-feira, janeiro 29, 2019
Depois de uma longa temporada em São Paulo, onde cursou a Faculdade da Cantareira, graduando-se em Licenciatura de Música, e fez Pós Graduação em Música Popular, especializando-se em Regência Coral e Instrumental Orff, o itagibense Marcos Sampaio Spinola, retorna à Bahia para transmitir o que aprendeu. A partir do próximo dia 11 de fevereiro, ele desenvolverá um trabalho de musicoterapia no bem sucedido Projeto Mão Amiga, onde também ministrará aulas de violão, xilofone e percussão. Está em seus planos uma parceria com o Colégio Santo Agostinho, para ensinar música instrumental e vocal, e reger um coral constituído por estudantes, professores e funcionários deste estabelecimento.

Marcos Spinola, 35 anos, iniciou sua trajetória musical como autodidata, pegou gosto pela guitarra, estudou muito. Pesquisou teorias musicais e recebeu influências das bandas Joelho de Porco, Mutantes, Secos e Molhados. O irreverente Raul Seixas também consta das suas referências. Em 2002, quando ainda morava em Itagibá e lhe chamavam de “Piu”, fundou a banda “Zé Cabeça Doida”, com os músicos Jean Vinicius ( baixo) Eliezer (bateria) e Jeferson (vocal). Ele era o guitarrista e letrista do grupo que sobreviveu até 2008, fazendo apresentações em diversas cidades da região, notadamente nos esporádicos festivais de rock rool.
Itagibá não tinha condições de realizar os sonhos do jovem músico. Piu botou o pé na estrada, pegando o rumo de Sampa. Na megalópole aproximou-se de Wander Taffo (ex Rádio Táxi), Faiska, seu professor no Instituto de Guitarra da Escola de Música e Tecnologia, Edu Ardanuy (banda Dr. Sin), Djalma Lima ( Projeto Unknown) e Fernando Corrêa (Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo), dentre outros grande instrumentistas brasileiros. Aprendeu demais com essas feras.

Algumas da composições autorais de Marcos Spinola são tocadas nas FMs de São Paulo, e com maior frequência na USP FM. Foi na pauliceia que Marcos conheceu a vocalista Patrícia Ramos Santos com quem casou e tem uma filha: Isabel, de apenas um ano. Patrícia Ramos atuou como contralto do Coral da Universidade de São Paulo (USP) e fez algumas apresentações acompanhada da Orquestra Sinfônica de São Paulo (OSUP), mas destacou-se no “Coral Vozes do Amanhã” que ganhou projeção cantando em homenagem à Rainha Silvia, da Suécia, que na ocasião visitava o Brasil.

A convite de parentes e amigos e com a concordância de Patrícia, Marcos Spinola resolveu voltar para a Bahia. Montou um Home Studio, em Ipiaú, através do qual vem produzindo vinhetas, jingles, gravações e outros produtos. A freguesia começa a requisitar os seus serviços. Marcos Spinola reside com sua família na Rua do Emburrado e está pronto para novamente contribuir com a cultura da região, desta vez como professor, cheio de experiência e conhecimento.( Giro/José Américo Castro).