Diretor de Grupo de Dança é preso acusado de estuprar nove meninas em Ilhéus

sexta-feira, abril 05, 2019
Wadson foi preso em Porto Seguro (Foto: Divulgação)
A Polícia Civil prendeu na tarde dessa sexta-feira, 05, em Porto Seguro, Wadson Lima de Souza, acusado de estupro, maus-tratos e graves ameaças contra meninas que, na época dos crimes, tinham entre 10 e 17 anos. Na delegacia, Wadson negou a autoria dos crimes, declarando desconhecer que era procurado pela Justiça. Os crimes, segundo investigações da polícia, ocorreram no período de 2007 a 2013 no estabelecimento em que o homem atuava como coordenador de um projeto social e do Grupo Space Dance. Cansada dos abusos, em 2013, as vítimas decidiram denunciar o acusado na Delegacia da Mulher em Ilhéus, e o inquérito contra o acusado foi concluído em agosto de 2015. Meses depois, em janeiro de 2016, a justiça determinou a prisão de Wadson Lima, que não foi mais encontrado no endereço informado. Os exames confirmaram a violência sexual.

As vítimas, hoje adolescentes e jovens, relataram que o homem usava um argumento de que era “Filho de Santo” para fazer ameaças não somente contra elas, mas também contra toda a família. Ele alegava ainda que os estupros faziam parte dos rituais religiosos. “Ele dizia que se a gente saísse do grupo ia acontecer alguma coisa. Que a entidade ia matar”, narra uma das vítimas.

ESTUPRADAS VÁRIAS VEZES
A vítima, hoje adolescente, afirma que numa das vezes o homem exigiu que ficasse sozinha com ele. “Foi aí que ele disse que tinha uma maldição na minha família. Que todo mundo bebia e que essa maldição só iria sair depois que eu fizesse ato sexual com ele. Eu tive que ficar nua e ele passou uma folhas em mim. E depois houve a penetração”. Os relatos foram feitos à jornalista Luisa Couto, da TV Santa Cruz, e confirmados ao blog do PIMENTA.

Ela relata que, quando saiu do quarto da casa, outra menina entrou e Wadson Lima cometeu o mesmo tipo de crime, sempre usando as ameaças contra as famílias. As vítimas contam que constantemente eram espancadas pelo acusado sob alegação que a punição era necessária para a disciplina.

Uma delas diz recordar-se dele várias vezes ter usado sapatilha para espancá-la, pendurou na porta da casa e a abrigou a tomar chá de romã. As vítimas decidiram relatar a história na internet depois que souberam que o acusado está trabalhando com crianças em outra cidade.  *Conteúdo reproduzido do Blog do Pimenta