Novo técnico do Doce Mel exalta estrutura do clube e revela estar motivado para levar o time ao título

quinta-feira, abril 11, 2019
Elias Borges é o novo técnico do Doce Mel no Baianão Série B (Foto: Divulgação)
Campeão Sergipano em 2018. Vice campeão Baiano em 2015 pelo Vitória da Conquista. Em 2008, pelo Bode, perdeu o título Baiano na última rodada. Experiência e espírito vencedor. Seja bem vindo, Elias Borges. A diretoria do Doce Mel agiu rápido e o contratou para a sequência da Série B do Baianão. Sujeito simpático e gentil, Elias Borges conversou com o repórter Romário Henderson. No bate papo, ficou impressionado com a estrutura, condições de trabalho e demonstrou estar muito motivado para comandar a equipe nos cinco jogos que restam. Abaixo, a reportagem completa.

GIRO: Qual a avaliação que você faz do elenco que a diretoria do Doce Mel deixa à sua disposição e da estrutura e condições de trabalho aqui encontradas?

Borges - É um prazer trabalhar em Ipiaú, sempre foi um desejo da nossa parte assumir o clube. Sempre me coloquei à disposição da diretoria, do seu Alípio, do próprio Catalão, mas como eles já tinham conversado com outro profissional, não foi possível. Mas agora estamos assumindo o Doce Mel Esporte Clube, já numa condição em que o trabalho está bem encaminhado, ou seja, os jogos de ida da competição já foram, o time está numa situação razoável, até porque está em quarto lugar. O elenco é bom, já fizemos dois treinamentos, a gente entende que em primeiro lugar temos que conhecer as características e depois implantar nossa filosofia de trabalho. A estrutura do Doce Mel dispensa comentários, eu tenho experiência em futebol, já passei por vários clubes, te falo com toda certeza, uma estrutura como essa, dentro e fora de campo, são poucos os times. Nem digo aqui na Bahia, porque aqui são poucos clubes, digo a nível de país mesmo, são poucos clubes que dão essa estrutura pra gente trabalhar. Aproveito para parabenizar a diretoria, seu Alípio que está como o cabeça de tudo isso, isso nos motiva a trabalhar mais e também a cobrar muito mais dos atletas, porque já falei pra eles que é muito raro encontrar  clubes nessa condição, principalmente na parte financeira. Uma coisa muito rara que eu vi aqui é o atleta não ter ainda chutado nem uma bola e já ter recebido o seu último pagamento, então eu acho que com essa estrutura que foi dada, mesmo que os atletas tenham as suas limitações, eles tem mais é que fazer por acontecer mesmo. Por toda boa estrutura, esse time não é pra estar em quarto lugar, tem que estar disputando a ponta da tabela. Com a nossa chegada, nós vamos procurar dentro da nossa filosofia de trabalho fazer esse time crescer dentro desses cinco jogos e chegar à disputa desse título.

GIRO: Você foi campeão sergipano em 2018 e semifinalista do baiano em 2019. São números plausíveis. Com toda bagagem e experiência que você possui, quais são os elementos importantes que uma equipe precisa ter para conseguir o objetivo almejado?

Borges - Uma delas é a estrutura, como já falei. Isso aí alavanca o trabalho. E a gente como comandante, temos que criar um ambiente agradável onde todos os atletas se sintam à vontade. Quando eu chego em qualquer clube, não dou preferência a nenhum jogador, vai jogar aquele que tiver produzindo. Não apadrinho e nem passo a mão na cabeça de jogador, então criar um bom ambiente de trabalho e sempre colocar para os jogadores da responsabilidade que ele tem com a cidade. É inadmissível um atleta de futebol chegar num clube só pra ganhar o salário dele e dane-se o time, não é bem assim. São essas coisas que procuro implantar em meu trabalho, um grupo unido, que não haja divergências, em que todos falem a mesma linguagem e os trabalhos técnicos e táticos do dia a dia, tudo isso é de fundamental importância. Esse é o mesmo método que fiz em Sergipe e agora no Vitória da Conquista, onde peguei o time na zona do rebaixamento e colocamos entre os quatro melhores.

GIRO: Você não foi a primeira opção do Doce Mel, você chega agora depois da repentina demissão de Salles. O que te levou a aceitar essa proposta foi a ausência de outras propostas ou o projeto apresentado pelo Doce Mel que foi determinante para o acerto?

Borges - O projeto, não tenho nenhuma dúvida. Opção eu tinha pra ir, um clube fora do estado e outro que está também na disputa da segunda divisão do Baiano, mas dei a preferência para o Doce Mel. Não é bom pegar um trabalho andando, eu não gosto, eu gosto de iniciar um trabalho, até porque a característica do jogador que eu gosto pode não ser a do colega que trabalhou aqui ou outro qualquer. Cada treinador tem sua maneira de trabalhar. Mas, claro, que eu gostaria que houvesse aqui outros jogadores também para melhorar esse trabalho.

GIRO: Você chega com a competição em andamento. Isso significa que somente agora você vai conhecer o elenco e implantar sua filosofia de jogo. Você considera isso uma desvantagem, tornando, portanto, o objetivo ainda mais desafiador?

Borges - Eu não tenho dúvida, é isso mesmo. Você começar o trabalho inculcando ali na mente do jogador sua metodologia de trabalho fica melhor. Eu estou ainda conhecendo os jogadores, tem um ou outro que eu ainda não sei nem o nome, isso é péssimo, foi o mesmo filme no Vitória da Conquista, mas como a gente tem experiência, com jogo de cintura vamos resolvendo esses problemas. O trabalho que foi feito até agora foi bem realizado pelo técnico Paulo Salles, que é um bom treinador, ascendeu vários clubes, então nós só vamos dar continuidade, mas é claro que implantando nossa filosofia daqui pra frente, para que as coisas deem certo, mas temos consciência que isso é um desafio muito grande, como você disse.

GIRO: O que você tem planejado e passado para os seus jogadores sobre a importância de conquistar o resultado positivo contra o Olímpia?

Borges - Esses cinco jogos serão cinco decisões pra gente. Todos vão ser confrontos diretos mesmo. E como estamos com uma pontuação um pouco abaixo, é vencer ou vencer. Eu já falei com os meninos: não estou preocupado em o time jogar um futebol que agrade ou desagrade o torcedor, o mais importante no momento é o resultado. No frigir dos ovos o que vale no futebol é o resultado. É um grande desafio domingo, precisamos vencer essa partida domingo de qualquer maneira, mas jogando futebol. Jogador meu tem que jogar com a faca nos dentes, buscar a bola em cada palma do campo. Queremos ver esse time de guerreiro aí, acho que isso também conquista o torcedor. Quero aproveitar e pedir ao torcedor para que ele incentive, porque sem a participação dele fica difícil, principalmente se o time tiver em dificuldades, por isso eu acho que é de fundamental importância o apoio do torcedor. Se o time tiver que dá até sangue vai dar mesmo, é um time que vai lutar e esperamos começar uma série de vitórias.

O Doce Mel tem três das cinco partidas restantes por jogar em seus domínios. Após os jogos do primeiro turno, a equipe ocupa a quarta colocação com sete pontos ganhos. Uma vitória, no próximo domingo, 14, diante do Olímpia, pode colocar a equipe na vice liderança da Série B do Baianão. A bola rola às 15h, no estádio municipal Pedro Caetano. (Giro/Romário Henderson)