Presidiária é aprovada na Ufba, mas impedida de estudar pela Justiça

quarta-feira, abril 03, 2019
Foto: Matheus Buranelli/Divulgação
Priscila Regina da Costa da Silva, 34 anos, presa desde 2016 no Conjunto Penal Feminino de Salvador, encontrou nos livros a possibilidade de “renascer”, como costuma dizer. As constantes leituras lhe renderam uma vaga no curso de Biblioteconomia da Universidade Federal da Bahia (Ufba). “Desde que voltei para a cadeia, eu pensei que ia aproveitar meu tempo. Então, comecei a trabalhar na biblioteca e, por isso, passei a ler. Ano passado, li 85 livros. Leio de tudo, até Vade Mecum, porque também pensava em cursar Direito um dia. Eu achava que ia me sair bem no vestibular, mas não esperava passar na federal. Difícil é saber que as aulas já começaram  e que eu não fui um dia”, lamenta Priscila. 
Foto: Matheus Buranelli/Divulgação
Priscila está em sua terceira passagem pela cadeia, já tendo sido presa por tráfico e estelionato. E foi presa novamente por sequestro, crime do qual alega ser inocente, durante prisão domiciliar. Com 34 anos de vida, tem 30 anos de pena a cumprir. “Queria estudar na Ufba para aprender sobre um curso que já é na área que trabalho aqui. Não estou pedindo para sair. Quero cumprir minha pena e estudar. Acho que vai ser bom pra mim e para estimular as outras presas também. Eu já indico bastante livros para elas”, conta Priscila.  Saiba mais no CORREIO