Adnael Secão elogia o técnico Elias Borges e comenta seu crescimento no Doce Mel


Adnael Secão em entrevista ao radialista Sandro Sertão.

Adnael Santos, 24 anos, características principais: velocidade e habilidade. Para alguns, sujeito desconhecido, mas quando falamos “Secão”, apelido como é conhecido no meio do futebol, o torcedor ipiauense e ademais derramam elogios ao atleta, que vem numa crescente, sendo muito útil e importante para o Doce Mel. Adnael Secão conversou com Romário Henderson, comentarista do GIRO, falando sobre o bom momento dele e do clube nessa reta final de Série B do Campeonato Baiano. Segue o bate papo exclusivo.

GIRO: Em sua primeira participação no futebol profissional, o Doce Mel vem fazendo boa campanha e sonhando com a final e, posteriormente, com o acesso. Como está a expectativa dos atletas durante essa semana de trabalho?

– A expectativa está muito boa. A equipe está se empenhando nos treinamentos, está se dedicando, quando nós trabalhamos forte o resultado vem, vamos encarar esse jogo como uma final. Sabemos que não será fácil, mas que tudo ocorra bem para disputarmos a final contra o Olímpia, final tão sonhada pelo clube Doce Mel.

GIRO: Vários torcedores e imprensa vinham cobrando oportunidades pra você. Houve alguns jogos em que você sequer foi relacionado. Qual a sua avaliação desse período em que ficou sem poder ajudar a equipe?

– Infelizmente é o futebol, cara. No futebol há muita concorrência, é triste por um lado, porém nós entendemos. Temos um time muito forte com vários atletas que já tem uma trajetória no futebol profissional, queira ou não, para quem vem do amador é mais complicado. Mas sempre treinei forte para que quando chegasse a oportunidade pudesse abraçar da melhor forma, e foi o que aconteceu. Estou hoje como uma das principais peças do clube Doce Mel, e com certeza ainda temos muito a dar, o resultado que queremos ainda não veio, tem muita água pra rolar, mas agora estou mais feliz. Para quem vem do amador, o futebol profissional não é fácil, mas é trabalhar forte e visar uma vaga no time titular, sei que a concorrência é grande, mas estamos trabalhando para isso.

GIRO: Você trabalhou com Paulo Salles e agora está trabalhando com Elias Borges. Dois técnicos renomados. O que você notou de diferente no trabalho deles?

– São dois treinadores que tem história no futebol baiano, cada um tem a sua filosofia de jogo. O Paulo Salles gosta de uma equipe mais defensiva, que se defenda bem, já o Elias Borges gosta de uma equipe que ataque muito, são filosofias diferentes. Graças a Deus o time conseguiu se encaixar com a filosofia de Elias, não que o Paulo Salles tenha ido mal, mas os resultados vieram com Elias.

GIRO: A chegada de Elias Borges deu um upgrade ao time. O que ele tem feito de tão bom para vocês jogadores responderem tão bem dentro de campo?

– A chegada de Elias deu uma nova cara, uma nova filosofia de jogo, ele deu mais chances aos jogadores que sequer tinham oportunidade para que mostrasse o seu futebol. Um treinador humilde, de grupo, que veio querendo o bem do clube, e isso tem influenciado dentro de campo, não à toa estamos brigando por uma final de Campeonato Baiano.

GIRO: Você decidiu se profissionalizar para defender as cores do Doce Mel. Nesse caso, não poderá jogar Campeonato Intermunicipal. Dentro do futebol profissional, você tem alguma perspectiva de esse ano ainda jogar por algum clube?

– Não saí do amador da noite para o dia, foi algo bem pensado. Sei que esse ano não vou poder atuar mais no amador, mas é um sonho. No profissional tem mais concorrência, é mais difícil se adequar em outra equipe, mas é trabalhar forte para que outro clube ou se o próprio Doce Mel continuar com esse trabalho poder continuar no profissional. A vitrine do futebol profissional é maior que no amador, então pretendo dar prosseguimento na carreira profissional.

O Doce Mel volta a campo nesse domingo, 12, às 15h, no Pedro Caetano, em jogo válido pela 10ª rodada da Série B do Baianão, confronto contra o Canaã, que vale vaga na decisão. O Doce Mel precisa de vitória simples e tropeço da Unirb, que visita o PFC Cajazeiras em Cachoeira. (Giro/Romário Henderson)