Experiência e espírito vencedor de Elias Borges contagiou elenco do Doce Mel


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Crônica/Por Romário Henderson

Elias Borges não foi a primeira opção para comandar o Doce Mel Esporte Clube, chegou após a precoce demissão do técnico Paulo Salles, em um momento de instabilidade do clube, que frequentava a parte de baixo da tabela, embora embolado com outras três equipes. Elias tinha cinco partidas para colocar o time na final, cinco jogos em que ele autodenominou cinco finais. Sua experiência em acessos e ótimos trabalhos em outras equipes, além de seu espírito vencedor, foram um divisor de águas para dar uma injeção de ânimo no elenco, que reagiu favoravelmente.

O retrospecto de três vitórias e dois empates credenciaram o Doce Mel a disputar uma inédita final, cujo acesso é plenamente possível. Com Elias, o time fez mais gols, foram oito no total, e sofreu metade, apenas três, média de menos de um gol sofrido por jogo. Seus viés ofensivo, sua coragem nas alterações, sua audácia em ver o time ser contundente não desequilibrou a defesa, que esteve quase impecável sob o seu comando. Elias Borges tem o grupo nas mãos. Os atletas demonstram confiança em seu trabalho e em suas orientações. O time está coeso, bastante concentrado e focado para alcançar o objetivo.

Foi com Elias que o Doce Mel venceu jogando fora de casa; marcou três gols em um mesmo jogo; corrigiu o problema da lateral esquerda; e é com ele que o acesso à primeira divisão está às portas para acontecer. Como um treinador que tem as costas largas e sabe como é o futebol, deverá blindar os jogadores do frenesi da torcida, para que o grupo mantenha os pés no chão, e com humildade e respeito pelo adversário, consiga cumprir o seu papel e, ao final, trazer o título e a ascensão à elite para todos os apaixonados torcedores ipiauenses.