Laudo da perícia aponta que delegado morto por PM em Itabuna estava sob efeito de cocaína


Delegado foi morto no dia 28 de abril.

Quase dois meses após o assassinato do delegado da Polícia Civil, José Carlos Mastique, um laudo da perícia (ver aqui) apontou que havia vestígios de cocaína no sangue da vítima. Ele foi morto no dia 28 de abril, após ser alvejado por policiais militares, em Itabuna. A perícia detectou ainda que nos exames de urina foram encontrados traços da mesma droga, além de cocaetileno, que é uma substância formada no fígado, oriunda da metabolização do álcool com cocaína.

De acordo com o site ‘Verdinho Itabuna’, após o resultado do laudo, a defesa dos policiais envolvidos no caso “confirmou aquilo que já suspeitava: a de que o delegado, no dia do ocorrido, estava sob influência de drogas e álcool, fator que o fez perder o controle emocional e psíquico”. Ainda conforme a defesa dos PMs, “Mastique estava alterado pelo uso das substâncias e teve uma reação negativa à abordagem feita pela PM em serviço e puxou a arma contra a guarnição, desencadeando, assim, a defesa por parte dos militares”.

Em nota, o advogado Gustavo Gomes Brito (defensor da família do delegado) disse, em síntese, que tais fatos divulgados pela imprensa estão equivocados e distorcidos. Segundo Brito, o delegado estava calmo e não esboçou nenhuma reação durante a abordagem da Polícia Militar. “As provas colhidas até o momento evidenciam de maneira cristalina que o delegado Jose Carlos Mastique foi vítima de homicídio praticado em via pública, apesar de durante o episódio ele ter permanecido de forma calma e pacífica, sem realizar qualquer reação”, diz o advogado em trecho da nota.