Atraso na reforma do Pedro Caetano causou prejuízos ao Doce Mel, afirma o clube em nota


O Doce Mel Esporte Clube divulgou na manhã dessa sexta-feira (10) uma nota oficial comentando a situação da equipe diante da indefinição do seu mando de campo para o Baianão 2020. Na nota, a diretoria informa as indefinições causaram prejuízos financeiros e na preparação do time. Essa semana, a prefeitura divulgou que conseguiu com a Sudesb e FBF que ao menos duas partidas do Doce Mel ocorram no estádio Pedro Caetano, nos dias 16 de fevereiro e 1º de março (ver aqui).  A seguir confira na integra a nota do Doce Mel Esporte Clube.

Nota de esclarecimento à população de Ipiaú

Onde o Doce Mel vai sediar seus jogos? O maior problema não é jogar fora de Ipiaú. Infelizmente, sempre foi assim. Em 2008 e 2010, jogamos em Jequié e Ilhéus. Em 2019, jogamos a primeira partida em Jequié. E para não jogar fora as demais, fizemos, à época, as reformas necessárias no estádio Pedro Caetano, onde gastamos R$ 35.000,00. Assim, como já estamos acostumados (mas, não conformados), em 2020, para jogarmos fora não seria problema nenhum.

Já sabíamos com antecedência que o Estádio Pedro Caetano não reuniria condições para a realização das nossas partidas na primeira divisão. Entretanto, em junho de 2019, houve a promessa do Governo do Estado e da Prefeitura de realizar a adequação do Estádio Pedro Caetano para que pudéssemos jogar a primeira divisão plenamente na nossa casa pela primeira vez. Mas, para que isso ocorresse efetivamente, foi-nos solicitado que arcássemos com os custos do projeto do estádio, pois se fosse aguardar o rito burocrático do setor público (estado/prefeitura), a reforma não ocorreria em tempo hábil.

Então, para agilizar os trabalhos, pagamos R$ 20.000,00 pelo projeto e o entregamos em 31 de julho de 2019 aos responsáveis pela condução do processo da reforma. Mas, para nossa surpresa, a licitação só foi realizada no final de novembro de 2019, e com base em um projeto diferente do apresentado por nós, no qual não contemplavam: a ampliação das arquibancadas, nem as cabines de imprensa e nem um novo banheiro.

Mas, mesmo com a demora na licitação, o clube era informado que as reformas seriam feitas no prazo adequado para a primeira partida em casa, o que efetivamente não ocorreu. Caso essa situação tivesse sido apresentada de forma mais clara para nós, com antecedência, teríamos procurado outro centro/cidade e, assim, teríamos montando toda a nossa estrutura em outro local, como: alojamento para os atletas, comissão técnica; local para treinos.

Além disso, teríamos contratado os profissionais de apoio (médico, fisioterapeuta, preparadores físicos, cozinheiras, porteiros, etc.) nesse novo endereço. Do nosso lado, após a realização de todos os investimentos para montar a estrutura do time aqui, na nossa casa, agora, às vésperas do campeonato iniciar temos certeza que o estádio não estará pronto, o que nos força a correr atrás de outros municípios que tenham condições de nos receber.

Essa indefinição não nos permite planejar ao menos qual será o nosso próximo passo, o que temos certo, até agora, graças à boa vontade do presidente da Federação Baiana de Futebol, Sr. Ricardo Nonato, é que a segunda e a terceira partida poderão ser realizadas em Ipiaú. Para isso, é necessário que ocorra evidentemente a melhoria no estádio, passando pela colocação de ar condicionado nos vestiários, bem como seja instalada a iluminação em tempo hábil para que seja realizada a vistoria do dia 6 de fevereiro.

Contudo, infelizmente, a primeira e última partida não serão realizadas em Ipiaú, a primeira por falta de iluminação e a ultima por ser uma partida transmitida pela TV. Dada essas condições a nossa logística vai ser sofrível, com prejuízo notadamente para a preparação do time, pois não vamos dispor praticamente de tempo livre para os treinos.

Esse cenário de indefinições prejudicou enormemente o planejamento na preparação do time, bem como a administração financeira, tendo em vista que haverá inevitavelmente gastos adicionais, os quais reduzirão certamente a nossa capacidade de contratar mais atletas qualificados no transcorrer do campeonato.

Em suma, esse imbróglio gerou-nos situações desagradáveis e lamentáveis, que nos deixam tristes; contudo, nos obrigam a buscar soluções, que passam necessariamente pelo empenho de todos os componentes da equipe DOCE MEL, no sentido de realizarmos um bom campeonato e, quem sabe, não somente um belo papel, mas primordialmente a permanência na primeira divisão e, por que não, galgar posições mais alvissareiras.

Doce Mel Esporte Clube