Doce Mel lambuzou o poderoso tricolor baiano


Foto: Reprodução/EC Bahia

Crônica de José Américo Castro

O time do Doce Mel continua fazendo história, apesar do fel da incompreensão dos insensatos. Como se não bastasse ter sido campeão do acesso e ter entrado na elite do futebol profissional da Bahia, além de ter sido a mola propulsora da requalificação do Estádio Pedro Caetano, realizada pelo Governo do Estado, a pedido da prefeita Maria das Graças, a equipe ipiauense fez bonito na Fonte Nova, arena que sediou jogos da Copa do Mundo e é palco de megas espetáculos em inúmeras outras competições.

Se no jogo do último sábado,7, o Doce Mel não ganhou, também não perdeu. O resultado (0X0) convenceu e lhe deu oxigenação pra continuar a sonhar alto. Não importa se foi com o aspirante do Bahia, este é apenas um detalhe, problema deles. O importante foi ter sido contra o Bahia, bi campeão brasileiro, maior time do futebol baiano e nordestino. Poucos acreditavam num resultado desses.

Falaram em goleada, um passo a mais na rampa do precipício. Não foi nada disso, o Doce Mel travou o Esquadrão de Aço. A tribo de Índio cantou de galo na aldeia soteropolitana. Agora tá em pé de guerra pra matar o leão do Barradão.

Daqui pra frente Adanael Secão e Joaldo Bola, pratas da nossa casa, tem uma bela história pra contar a seu filhos e futuros netos, aos amigos, desportistas ipiauenses, e a todos que lhes perguntarem por aquele feito memorável. Jamais esquecerão jogo de sábado. Mostraram que ainda tem muito mais a oferecer, crescer, aparecer.

Que venha o Vitória, o Jacobina. A goleada sofrida contra o Fluminense de Feira, ficou pra traz, foi incidente de percurso. Um dia daremos o troco. Dificilmente o Doce Mel cairá para a segunda divisão. Continuará no meio dos grandes, azulando a cidade, provando que o sonho tornou-se realidade. Em verdade, em verdade, eu vos digo: o Amor tem sabor de Mel. Vamos em frente Ipiaú!