Morre aos 93 anos o percussionista e organizador de charangas Américo Pintor


Foto: Arquivo Familiar

Aos 93 anos, faleceu às 11hs10min dessa terça-feira, 12 de maio, o pintor de paredes Américo Oliveira da Solva, que era mais conhecido como “Américo Pintor” e fez história tanto pelo excelente manuseio com os pinceis, mas também como percussionista, organizador de charangas que animavam torcidas e campanhas políticas. Ele foi vitima de um câncer de próstata. O sepultamento ocorreu às 14 horas do mesmo dia da sua morte, no Cemitério Jardim da Saudade II.

Fervoroso torcedor do Vasco da Gama.

Américo Pintor deixa viúva, dona Lurdes Barbosa da Silva, e nove filhos: Antonio Carlos (Gringo) Marlene, Maria Angélica, José Américo, Marilí, Ailton, Jailton, Jailson (Solteiro) e Marília, além de 22 netos, 15 bisnetos e um tataraneto. Tranquilo, festeiro, criativo e bom amigo, Américo era natural de Ipiaú, residia na Avenida São Salvador, torcia para o Vasco da Gama e para o Esporte Clube Bahia e tinha devoção por São Roque, padroeiro da comunidade católica deste município.

Em charanga nas campanhas eleitorais.

Nos períodos carnavalescos reforçava a percussão da Banda Joedson e nas campanhas eleitorais estava sempre animando o “pé de palanque” de alguma facção política, embora tivesse preferência pelo velho MDB de Euclides Neto e Hildebrando Nunes Rezende. Era sogro do saudoso ex-vereador João Manga. Sua charanga também fazia a festa na arquibancada do Estádio Pedro Caetano, incentivando a Seleção de Ipiaú nas disputas do Campeonato Intermunicipal de Futebol.

Massagista do lendário time do Independente.

Senhor dos pincéis, Américo não se limitou à pintura de paredes. Desenhava letreiros e tinha momentos de designer e publicitário. Alguns nomes de estabelecimentos comerciais da cidade, a exemplo das lojas “Casa das Tintas” e “Casa Avenida”, além do restaurante “Miras Bar”, foram sugeridos por ele que assim aliava conhecimentos de comunicação e marketing. Lutou contra o câncer enquanto pôde. Suportou a dor sem perder a ternura e a serenidade que sempre lhe caracterizou. Agora, na tela do abstrato, deve está conhecendo os mistérios da vida. ( Giro/ José Américo Castro),