Bahia concentra 42,7% dos casos de Zika no Brasil


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A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) estima que a Bahia tem 2.730 casos prováveis de zika até junho deste ano, o que representa um aumento (93,5%) com relação ao ano passado, quando foram notificados 1.411 casos prováveis. Apesar do crescimento no percentual da chikungunya ser maior, os casos de zika vírus chamam a atenção por causa do estudo desenvolvido no Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs) da Fiocruz Bahia, que descobriu que uma nova linhagem do zika no Brasil. O Ministério da Saúde detalhou que a Bahia concentra 42,7% dos casos de Zika do país.

Atualmente, existem duas linhagens do zika no mundo: a asiática e a africana (sendo que essa é subdividida em oriental e ocidental). Até então, o Brasil possuía registro apenas da linhagem da Ásia, descoberto em 2015 por dois pesquisadores do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA): Gúbio Soares e Silvia Sardi.

Nesta nova linhagem, no entanto, os pesquisadores da Fiocruz Bahia identificaram a emergência do vírus no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro. Segundo a pesquisa, os fatores indicam que a linhagem africana do vírus já circula no Brasil há algum tempo e pode ter potencial epidêmico, uma vez que a maior parte da população não tem anticorpos.