PM ainda não sabe o que motivou ‘surto’ de policial no Farol da Barra


Foto: Alberto Maraux

A Polícia Militar ainda não sabe o que motivou o “surto psicótico” do soldado Weslei Soares, que bloqueou por quatro horas a frente do Farol da Barra e acabou sendo alvejado e morto por policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (29), o comandante da PM, coronel Paulo Coutinho, afirmou que não há conhecimento de nenhuma situação que pudesse ter motivado a situação no Farol da Barra. “Estamos todos surpresos e atônitos com o que aconteceu”, disse o comandante.

Ainda de acordo com ele, Weslei morava com a irmã e tinha terminado um relacionamento amoroso há pouco tempo, mas de forma amigável. O coronel disse ainda que está em contato com a família do policial desde o início das negociações e que os familiares chegaram a vir para Salvador, mas que não houve tempo para que eles chegassem até o Farol da Barra. “Reforço nosso cumprimento institucional à família. Estamos desde o primeiro momento em contato permanente e dando suporte total”, afirmou.

Sobre a ação do Bope, o comandante explicou que não tinha como prever o que poderia acontecer caso os policiais não tivessem reagido aos disparos. “O policial quando tem uma ação dessa faz com o objetivo de defender a sociedade e tentar uma redução de danos, ninguém sabe o que poderia acontecer se ele continuasse com a sequência de disparos”. Weslei estava há 13 anos na corporação e nunca tinha acionado os serviços de psicologia da corporção, segundo o comandante.

O comandante do Bope, major Cledson Conceição, afirmou que Weslei falava palavras desconexas durante todo o tempo. “Lamentamos imensamente o fato, usamos de todas as técnicas para resoler da melhor forma. Nós não conseguimos trazê-lo à realidade, o policial estava fora de si. A todo momento tentamos esse contato com o soldado Weslei, mas não tivemos sucesso”, explicou. Ele disse ainda que a última tentativa aconteceu antes de o soldado disparar contra os policiais. O major garantiu que todos os procedimentos foram usados antes que o policial fosse alvejado. *Conteúdo reproduzido do CORREIO