Antes de ser suspensa, duas gestantes receberam vacinas de Oxford em Ipiaú


Foto: Giro Ipiaú

Antes da recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) suspender a aplicação de doses da vacina contra covid-19 da fabricante Oxford/Astrazeneca em grávidas, duas gestantes já tinham sido imunizadas em Ipiaú. Segundo informou ao GIRO a secretária de Saúde Laryssa Dias, as duas mulheres não tiveram reação.

A orientação do Ministério da Saúde e Sesab é que no momento apenas as grávidas com comorbidades sejam imunizadas com as vacinas da Pfizer ou Coronavac. Ao GIRO, a secretária Laryssa informou que no próximo envio de lotes da Coronavac, deve ocorrer a orientação para a vacinação desse grupo prioritário com o imunizante chinês.

A orientação da Anvisa se baseia na indicação da bula da vacina da Oxford/AstraZeneca, que não recomenda o uso da vacina por gestantes sem orientação médica. Em nota, a Anvisa explicou que a medida veio após uma suspeita de evento adverso grave de acidente vascular cerebral hemorrágico ocorrido e que resultou em óbito fetal e da gestante no Rio de Janeiro. Até a tarde desta terça-feira (11), não havia outros eventos adversos graves envolvendo gestantes que tenham sido notificados para a Anvisa.

Mais de 4 mil grávidas receberam Oxford na Bahia
Segundo a Sesab, foram 4.707 gestantes e puérperas que tomaram a vacina de Oxford com a primeira dose. A pasta diz que não há relatos de efeitos adversos graves e que apenas a vacina de Oxford/AstraZeneca não será administrada em gestantes. Outras 35 mulheres deste grupo prioritário tomaram a Coronavac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, em São Paulo, e 263 com a Pzifer, totalizando, até agora, 5.005 vacinadas. *Giro Ipiaú com informações complementares do CORREIO