Luto: Ipiaú se despede do comerciante Cícero Marambaia


Cícero Marambaia foi um dos pioneiros no comércio de Ipiaú.
É com muito pesar que informamos o falecimento do comerciante Cícero Pedreira Marambaia, ocorrido neste domingo, em Salvador. O velório acontece na Câmara de Vereadores de Ipiaú. Em memória desse bom cidadão recapitularemos sua história que fica como um exemplo de honradez, perseverança e paz.Também merece destaque a união e fidelidade com sua esposa Maria Perpétua, agora viúva. Chamava a atenção de quem circulava pela Rua Dois de Julho, principal artéria comercial de Ipiaú, aquela loja próxima à Praça Virgílio Damásio, onde um simpático casal octogenário ficava de prontidão para receber a freguesia. Seu Cícero Marambaia e dona Maria Perpetua, acordavam cedo e por volta das 8 horas abriam a porta do estabelecimento, dando inicio à rotina de trabalho que se estendia até 17 horas, com interrupção para o almoço. Isto se repetiu durante 40 anos consecutivos.
Cícero ao lado da esposa Maria Perpétua.
Nas prateleiras do Depósito das Fábricas, observa-se fardos de plástico, encerados para toalhas de mesa, cortinados, cobertores, peças de bramante, copeline e cambraia, dentre outros artigos. Ternos e chapéus se destacavam nas duas antigas vitrines. Cícero Marambaia era natural do antigo povoado de Capela do Rio do Peixe, atual cidade de Piraí do Norte, na região do Baixo Sul do estado. Sua história de comerciante tem inicio no distrito de Algodão, município de Ibirataia, onde dividia, com o irmão Leví, os encargos de uma loja de variedades. A peleja da vida o trouxe até Ipiaú, possibilitando-lhe novos horizontes. Trabalhou na memorável Casa Mendes, de Manoel Mendes de Andrade, e em outras empresas , até firmar o próprio negocio. O trabalho lhe permitiu vida digna e uma família honrada. Deixou quatro filhos, cinco netos e dois bisnetos. Dois dos seus filhos, Paulo e Márcia, exercem a medicina e os outros: Ângela e Luis cursaram, respectivamente, o magistério e a contabilidade. Outra referencia de seu Marambaia e dona Perpetua é a de terem como genro o advogado Genivaldo Lins,ex presidente da sub secção da OAB e ex vereador neste município. (Giro/José Américo Castro)