Após Ufba, institutos federais na Bahia também sofrem cortes de verbas


Campus do IFBA em Salvador — Foto: Divulgação

Após o Ministério da Educação anunciar o bloqueio de 30% da verba das instituições de ensino federais, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IF Baiano) e o Instituto Federal da Bahia (IFBA) confirmaram bloqueio de repasses. Por meio de nota, o IF Baiano informou que ficou ciente do corte desde a última terça-feira (30), após o bloqueio automático do governo federal. Já o reitor do IFBA, Renato da Anunciação Filho, contou que o bloqueio do dinheiro destinado à instituição foi notado nesta sexta-feira, através do sistema do governo federal pelo qual os diretores têm acesso às informações sobre as verbas das instituições de ensino.

“Até ontem, não tinha nada no sistema. Esse corte impacta em ações prioritárias, como vigilância, limpeza e recepção. Acredito que teremos que reduzir a vigilância em quase 50%”, contou o reitor. O corte de repasses às instituições federais virou o centro de polêmica no país, após o ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciar em entrevista ao Estado de São Paulo que iria cortar recursos de universidades federais que apresentassem desempenho acadêmico fora do esperado e, ao mesmo tempo, estivessem promovendo “balbúrdia”.

Secretaria lançará programa nas escolas para reduzir violência contra mulher na Bahia


Foto: Reprodução

Para reduzir os índices de violência contra mulher na Bahia, a Secretaria de Políticas para as Mulheres lançará um programa nas escolas sobre a temática em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU), segundo a titular da pasta, Julieta Palmeira. Ao Bahia Notícias, a secretária afirmou que o programa será anunciado no segundo semestre deste ano e será batizado de “Valente não violenta”. “Em todas as escolas de ensino médio da Bahia, em parceria com a Secretaria de Educação, nós vamos dar subsídio sobre como abordar a violência contra a mulher em sala de aula”, declarou, em entrevista ao Bahia Notícias.

Só, nos primeiros três meses deste ano, 3.020 casos de violência contra a mulher foram registrados em Salvador, o que provocou a criação de uma campanha institucional voltada para reduzir os números (lembre aqui). Para Palmeira, é preciso tomar três medidas para combater os crimes: fortalecer a rede de segurança para as vítimas, combater a cultura machista com propagandas e garantir autonomia financeira para as mulheres. “Muitas vezes a mulher é violentada e volta para a casa porque não tem como sobreviver”, pontuou. Para fortalecer a rede de segurança, o governo vai ampliar o número de delegacias especializadas e também criar espaços para atender estes casos nas delegacias comuns, segundo a secretária. Também quer incentivar que a Justiça obrigue os autores do crime, em casos de reincidência, a usarem tornozeleiras. As mulheres teriam ainda um “botão do pânico” para também combater a violência.

Governo vai cortar salário dos professores universitários em greve


Greve já dura 18 dias.

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), decidiu que vai cortar o salário dos professores universitários em greve, segundo confirmou ao Bahia Notícias a assessoria de comunicação. Os docentes da Uneb (Universidade do Estado da Bahia), Uesc (Universidade Estadual de Santa Cruz), Uefs (Universidade Estadual de Feira de Santana) e Uesb (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia) estão em greve há 18 dias. Em entrevista ao Bahia Notícias, o secretário estadual de Educação, Jerônimo Rodrigues, criticou o tom político da paralisação e ressaltou a dificuldade de negociação com o movimento.

Professores de universidades estaduais cobram posição ‘clara’ do governo sobre greve


Foto: Divulgação

Os professores das universidades estaduais em greve (ver aqui) cobram do governo do estado posições concretas sobre as reivindicações. Nesta quinta-feira (25), eles farão um ato às 14h no Campo Grande, em Salvador. A concentração deve ocorrer às 14h, com caminhada até a Praça da Sé, no Centro Histórico. Segundo a diretora-executiva da Aduneb [Associação dos Docentes da Uneb], Lilian Machado, falta ao governo posições claras em relação ao que foi cobrado, o que inclui a promessa de efetivar as promoções de carreira. De acordo com Machado, uma reunião marcada para esta quarta-feira (24), entre o comando de greve e o governo, não foi em frente porque não havia ninguém autorizado pelo Estado para encaminhar as negociações. Nem o secretário de educação, Jerônimo Rodrigues, esteve presente. “Nós entendemos que o governador não precisa estar presente, mas tem que ter alguém autorizado por ele, que represente e decida”, disse a docente. Liliane Machado disse ainda que outras reivindicações, como a sobre orçamento, também precisa ser discutida. Ela afirma que os números oferecidos pelo governo [R$ 36 milhões] já eram esperados. “Esse orçamento anunciado pelo governo já estava previsto. Ele também não é suficiente para suprir as necessidades das universidades. Existe uma demanda grande dos alunos e outra grande dos professores”, relatou. A greve segue pelo 16° dia na Uneb, Uefs e Uesb, e pelo 10° dia na Uesc. Uma assembleia feita pela categoria nesta quarta decidiu pela continuidade do movimento.

Ipiaú: Reposição de aulas na Escola Alda Cássia tem início no próximo sábado (27)


Foto: Divulgação/Dircom-PMI

A Secretaria Municipal de Educação e Cultura, divulgou o calendário especial de reposição das aulas na Escola Alda Cássia, referente ao período em que a unidade esteve submetida a obras de reforma em sua estrutura física. As aulas terão início neste sábado (27) e devem seguir ao sábados subsequentes até o dia 29 de junho. Com a reposição que envolverá atividades lúdicas e pedagógicas, a unidade cumprirá os 200 dias do atual ano letivo. Ficou estabelecido que as aulas de reposição ocorrerão no horário das 7:30h às 11: 30h. A primeira delas, neste sábado, (27) será de Literatura e Artes.

O ano letivo teve início no dia 11 de fevereiro, mas, somente no dia 25 de março, aconteceu a aula inaugural da Escola Alda Cássia, após a reforma do prédio onde antes funcionava o Colégio Altino Cerqueira, também conhecido como “Miguelão”, na Avenida Pensilvânia, Bairro Euclides Neto. A unidade foi adaptada para atender 220 alunos, da pré-escola e do primeiro ano, na faixa etária dos quatro aos seis anos. Ela conta com seis salas de aulas, amplas e arejadas, além de outros equipamentos. A obra de reforma do prédio absorveu recursos da ordem de R$310 mil. O investimento reafirma a responsabilidade da gestão municipal com uma educação pública de qualidade. A inauguração do novo espaço foi motivo de alegria não só da comunidade escolar (alunos, professores e funcionários), como também dos moradores dos Bairros Euclides Neto, Ubirajara Costa, Pau D’Arco e Santa Rita. (*Nota de José Américo Castro/Dircom Prefeitura)

Colégio Estadual de Ipiaú pode encerrar as atividades do turno vespertino


O mais tradicional colégio da rede estadual no município, o CEI, pode perder o turno vespertino. O alerta foi feito durante reunião na cidade de Jequié, no último dia 07 de novembro, com representantes das Unidades de Ensino que compõem o Núcleo Territorial de Educação (NTE 22).
A intenção da Secretaria de Educação do Estado da Bahia é excluir a turma do período vespertino a partir do ano letivo de 2019, devido a pouca quantidade de estudantes. O Colégio Estadual de Ipiaú tem 147 alunos divididos em quatro turmas no turno vespertino, desses mais de 40 são da zona rural.
Questionado pelo GIRO sobre o encerramento das atividades vespertinas na unidade escolar, o Professor Ribeiro – diretor do CEI – comentou: “A gente recebeu na quarta-feira passada esse parecer da SEC (Secretaria de Educação), uma reunião no núcleo, lá em Jequié, cabendo recurso e argumentação por parte da comunidade escolar. Esses argumentos já foram passados. O NTE de Jequié também emitirá um parecer, que não é determinante, mas pode reverter o quadro. Não é nada definitivo, vai depender de uma análise da situação”, comentou Ribeiro.
O impacto de um possível encerramento das atividades do turno vespertino do Colégio Estadual de Ipiaú pode causar uma série de transtornos, pois é o único colégio público que oferece o ensino médio regular no turno vespertino; é o único turno em que o transporte escolar está disponível para determinadas regiões do município. A Secretaria de Educação do Estado irá analisar os argumentos defendidos pela comunidade escolar e decidirá se permanecerá ou não com o turno vespertino. (Giro Ipiaú)

Apenas 3,3% dos estudantes querem ser professores no Brasil, aponta estudo


Levantamento feito pelo Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), com base nos dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2015, apenas 3,3% dos estudantes brasileiros de 15 anos querem ser professores. Quando se trata daqueles que querem ser professores em escolas, na educação básica, esse percentual cai para 2,4%. 
O estudo elaborado pelo Iede mostra que a carreira docente não atrai os alunos que têm um melhor desempenho no Pisa. A avaliação internacional da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é aplicada a estudantes de 15 anos que fazem provas de leitura, matemática e ciências. Entre os 70 países e regiões avaliados, o Brasil ficou na 63ª posição em ciências, 59ª em leitura e 65ª em matemática. 
Os estudantes que disseram que pretendem ser professores obtiveram 18,6 pontos a menos da média do país em matemática, 20,1 pontos a menos em ciências e 18,5 a menos em leitura. 
Dentre os países participantes do Pisa, a Alemanha é o que apresenta a maior diferença entre a nota dos alunos que esperam ser professores e a média geral do país. Aqueles que querem seguir a carreira docente obtiveram 42,9 pontos a mais em matemática, 52,5 em ciências e 59,1 em leitura. 
Os países com os maiores percentuais de estudantes que querem ser professores são Argélia, onde 21,7% dos estudantes querem ser professores, e Kosovo, onde esse percentual chega a 18,3%. Nesses países, no entanto, o desempenho desses alunos não é bom, “mas é muito similar ao desempenho geral dos estudantes do país, que é baixo”, diz o estudo. Coreia e a Irlanda estão também entre os países com os maiores percentuais, respectivamente 13,8 e 12,6%. Ao contrário da Argélia e Kosovo, o desempenho dos alunos é bom, chegando, na Coreia, a ser superior à média nacional. 
*Conteúdo reproduzido da Agência Brasil

Mudança no ensino médio prevê ao menos duas formações para estudantes


Os estudantes do ensino médio deverão ter a acesso a mais de um itinerário formativo na cidade em que estudam, de acordo com a revisão preliminar das Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio, divulgada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e disponível para análise e contribuições de toda a sociedade até o dia 23 de outubro. 
Além dos itinerários, as redes terão que ofertar uma parte comum a todos os estudantes, que será definida pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), em discussão no CNE. Segundo a Agência Brasil, as diretrizes vigentes estão sendo revistas pelo CNE para se adequarem ao Novo Ensino Médio, aprovado em 2017. 
Pela nova lei, os estudantes poderão escolher ter formações específicas em linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ensino técnico. Uma das preocupações levantadas durante a discussão da lei era a oferta das várias opções aos estudantes, sobretudo em municípios menores. 

Enem: MEC aguarda decisão sobre adiamento do horário de verão


O Ministério da Educação (MEC) aguarda resposta do presidente Michel Temer sobre a possibilidade de adiar o início do horário de verão por conta do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O horário de verão está previsto para começar no dia 4 de novembro próximo, data do primeiro domingo de provas do exame.
“O presidente ficou muito sensibilizado, entendeu que é muito importante. [Ele] está recebendo os estudos técnicos do Ministério de Minas e Energia sobre o impacto disso e, quando tiver todas as informações, vai tomar a decisão. A gente espera que seja nos próximos dias”, disse hoje (2), à Agência Brasil, o ministro da  Educação, Rossieli Soares.  
Com o início do horário de verão, os relógios em dez estados e no Distrito Federal devem ser adiantados em uma hora. Soares diz que conversou com o presidente e com os ministros Eliseu Padilha, da Casa Civil, e Moreira Franco, de Minas e Energia. “A demanda foi muito bem compreendida”, diz.
Como será
O Enem será aplicado nos dias 4 e 11 de novembro. A aplicação do exame segue o horário de Brasília, onde há horário de verão. Os portões abrem às 12h e fecham às 13h. As provas começam a ser feitas às 13h30.
“Temos situações de mudança de horário que podem acarretar prejuízo para os alunos da Região Norte, que ficam com fuso horário de três horas de diferença, o que dificulta ainda mais a alimentação e outras coisas”, ressalta o ministro da Educação.
“Tenho certeza que ele [Temer] terá um olhar especial para que os alunos tenham mais tranquilidade para fazer a prova. É uma prova sempre que traz muita tensão para o estudante”.  
Caso o pedido não seja acatado, o horário de verão começará à 0h do dia 4 de novembro e terminará em 16 de fevereiro de 2019.
Durante o período, os relógios serão adiantados em uma hora nos municípios dos estados de Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul , Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, além do Distrito Federal.