Saiba por que Bolsonaro foi o mais votado no 1º e no 2º turno em Buerarema


Dentre as quatro cidades baianas onde Jair Bolsonaro venceu nas urnas neste domingo (28) está Buerarema. No primeiro turno, o município do Sul baiano esteve ao lado de outros cinco no estado em que o candidato do PSL também saiu vitorioso. Lá, uma das bandeiras levantadas por Bolsonaro foi decisiva nessa escolha: “Não vai ter um centímetro demarcado pra reserva indígena”, defendeu o então candidato e agora presidente eleito. 
Foi mentalizando essa frase, dita numa palestra no Clube Hebraica, no Rio de Janeiro, em 3 de abril de 2017, que boa parte dos eleitores de Buerarema foi às urnas ontem. Dos 12.209 aptos a votar, 8.501 tiveram votos válidos. Desse montante, 4.698 (55,26%) foram para Bolsonaro e 3.803 (44,74%) para Fernando Haddad.
A frase circula na internet em vídeo em que Bolsonaro faz declarações também contra a demarcação de territórios quilombolas – descendentes de escravos. Ela foi usada tanto para atacar o candidato do PSL, acusando-o de racismo e discriminação, quando para enaltecer suas posições contra a distribuição de mais terras para índios e quilombolas, o que agradou a agricultores, como os de Buerarema. Leia mais no CORREIO

Total de brancos e nulos bate recorde no segundo turno


Os mais de 11 milhões de brasileiros que votaram em branco e nulo no segundo turno das eleições 2018, realizado neste domingo, 28, equivalem à população de um país como Portugal. Eles representam 9,5% dos 147,3 milhões de eleitores brasileiros Jair Bolsonaro, candidato do PSL, foi o vencedor, escolhido por 57,7 milhões de brasileiros, e Fernando Haddad (PT) foi opção de outros 47 milhões. Na Bahia, a abstenção chegou 2 milhões. Por sua vez, outros 31 milhões de brasileiros deixaram de ir votar – ou 21,30% do eleitorado. Somados aos brancos e nulos, 42,1 milhões não escolheram um dos dois candidatos para ser o 38º presidente eleito democraticamente pelo País.

Na Bahia, Fernando Haddad teve 72% dos votos; abstenção foi maior que no 1º turno


Apesar de derrotado no segundo turno das eleições de 2018, Fernando Haddad (PT) obteve mais de 72,5% dos votos dos eleitores baianos. O petista teve mais do que o dobro de votos que o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), que ficou com cerca de 27,5% dos votos válidos.
Tanto Haddad quanto Bolsonaro cresceram no número de votos entre os baianos no comparativo com o primeiro turno das eleições. O petista obteve na primeira etapa 4,4 milhões de votos, o equivalente a 60,28%, enquanto que o deputado do PSL ficou com 1,7 milhão de sufrágios, que equivale a 23,41%.
O percentual de não voto também sofreu alterações no comparativo entre os dois turnos. A abstenção, que ficou em torno de 20,7% em 7 de outubro, neste domingo (28) subiu para pouco mais de 21%. O número de votos brancos e nulos diminuiu. No primeiro turno, 2,06% dos baianos optaram pela primeira opção, frente a 1,32% no segundo turno. Já os votos nulos, que somaram quase 700 mil na primeira etapa, ficaram próximo de 500 mil votos agora.

Bolsonaro venceu em apenas quatro cidades da Bahia


O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) formou maioria de votos em apenas quatro municípios da Bahia: Luís Eduardo Magalhães, Teixeira de Freitas, Itapetinga e Buerarema. Nas outras 413 cidades Fernando Haddad (PT) venceu nas urnas, na maioria com mais de 60% dos votos válidos.
Na cidade do oeste baiano, Bolsonaro teve 58,8% dos votos. Para 41,20% dos eleitores de Luís Eduardo Magalhães, o petista deveria governar o país. Em Itapetinga, o percentual foi menor. Em Buerarema, o novo presidente da República recebeu votos de 55,26% dos eleitores, contra 44,74% do petista.
O candidato do PSL foi opção para 53,69% dos itapetinguenses, enquanto 46,31% dos munícipes votaram em Haddad. Em Teixeira de Freitas, a disputa foi acirrada. A diferença entre o presidente eleito e o candidato derrotado foi de pouco mais de 1.300 eleitores. Bolsonaro ficou com 50,97% dos votos válidos e Haddad com 49,03%.
Nas quatro cidades, o capitão reformado também venceu no primeiro turno. No entanto, duas cidades que registraram a vitória de Bolsonaro na primeira fase das eleições mudaram o placar. Itabuna deu 51,31% para Haddad neste domingo (28) e Ilhéus ultrapassou o percentual de 60% de apoio ao petista.
*Do Bahia Notícias

Em Ipiaú, Haddad obteve 68,62% dos votos válidos; Bolsonaro 31,38%


Com 100% das urnas apuradas, o TSE informa que em Ipiaú o candidato a presidente pelo PT, Fernando Haddad obteve 68,62% dos votos (totalizando 14.489 eleitores). O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, eleito presidente do Brasil, conquistou 31,38% dos votos (totalizando 6.627 eleitores). Em Ipiaú, a abstenção foi de 22,63%. Votos brancos foram 293. Nulos somaram 1.683. 

Jair Bolsonaro é eleito presidente do Brasil


Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito novo presidente do Brasil neste domingo (28). Depois de sair na frente no primeiro turno, Bolsonaro confirmou seu amplo favoritismo e derrotou em segundo turno Fernando Haddad (PT). O candidato do PSL liderou todas as pesquisas desde que o ex-presidente Lula, também do PT, teve a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral. Bolsonaro sofreu uma tentativa de morte no meio da campanha, durante uma caminhada por Juiz de Fora, em Minas Gerais. Depois disso, passou três semanas internado no hospital Albert Einstein. Após o atentado, Bolsonaro não participou mais de debates.

Eleitor erra voto, agride mesária e tem prisão decretada no Pará


A Justiça Eleitoral do Pará pediu a prisão de um eleitor que filmou o voto na urna eletrônica e agrediu uma mesária. A situação aconteceu no bairro do Tenoné, em Belém. No vídeo, postado nas redes sociais, o homem acusa que a urna está fraudada após ele digitar o número 17 para eleger o candidato ao governo do estado e aparecer a mensagem de ‘Voto nulo’. Isso aconteceu porque, no Pará, não há candidato para governador com o número 17. Ele afirma que estava tentando votar para presidente. 
No vídeo, o homem ainda filma outras pessoas que estão na seção eleitoral e diz que “estão falsificando as urnas”. Uma mesária tentou alertar o eleitor que é proibido registrar o voto e foi agredida pelo rapaz. A Polícia Militar foi chamada, mas, segundo o Tribunal Regional Eleitoral, o eleitor se identificou como militar da reserva e não foi preso por motivos hierárquicos. 
A juíza Ana Patrícia Mendes, da 97ª Zona Eleitoral, determinou a busca do eleitor e que ele seja autuado em flagrante. Caso a prisão não seja realizada em 24 horas, um inquérito será instaurado com as informações que foram registradas em ata. 

Ipiaú: Eleição do 2º turno é marcada pela tranquilidade nos colégios eleitorais


As eleições presidenciais, em segundo turno, ocorreram com tranquilidade nos colégios eleitorais de Ipiaú. Com o tempo estimado em menos de 30 segundos para cada eleitor votar, o cenário foi bem diferente do 1º turno, quando eleitores reclamaram da demora de até duas horas e meia na fila. Segundo informações do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE), mais de 30 urnas eletrônicas apresentaram problemas na Bahia. A maioria dos casos ocorreu por problemas apresentados no terminal dos mesários ou pelo não funcionamento da urna.

Pesquisas na véspera da eleição apontam vitória de Bolsonaro


Os dois principais institutos de pesquisas do Brasil, o Ibope e Datafolha, apontam vitória do candidato do PSL à presidência Jair Bolsonaro. 
Ibope
De acordo com o levantamento, que ouviu 3.010 eleitores ontem e hoje, Bolsonaro passou de 57% para 54% das intenções de voto. Já Haddad subiu de 43% para 46%. 

Datafolha
Fernando Haddad (PT) até diminuiu a diferença de pontos que tinha com Jair Bolsonaro (PSL), mas, de acordo com a pesquisa Datafolha, não será suficiente. O levantamento, divulgado na noite deste sábado (27), indica que o candidato do PT possui 45% das intenções de voto enquanto Bolsonaro tem 55%. Na última pesquisa do instituto, Haddad tinha 44% dos votos válidos e o capitão, 56%. Com margem de erro de 2 pontos percentuais, a pesquisa tem grau de confiança de 95%.

Eleitor que não votou no primeiro turno pode votar no segundo turno


Os eleitores vão às urnas neste domingo (28) para votar no segundo turno das eleições. No dia 7 deste mês, foi realizado o primeiro turno. E quem não votou no primeiro, pode votar no segundo turno? Sim, pode. 
O eleitor poderá votar no segundo turno desde que esteja em situação regular com a Justiça Eleitoral, com título eleitor ativo. Se o título estiver cancelado ou suspenso, o eleitor não pode votar. De acordo com a Justiça Eleitoral, cada turno de votação é considerado como uma eleição independente. Por isso, se o eleitor não compareceu em um turno, não fica impedido de votar no outro.  
Justificativa 
O eleitor que não votou no primeiro turno é obrigado a justificar a ausência. O prazo é de 60 dias após cada turno. Desta forma, se o eleitor não justificou a ausência do primeiro turno até o dia 28, não fica impossibilitado de votar neste domingo, poderá votar. A regra da justificativa vale também para quem não comparecer neste domingo (28). 
Para justificar, basta preencher o formulário de justificativa eleitoral pela internet ou entregá-lo pessoalmente em qualquer cartório eleitoral.
Há também a possibilidade de enviar o formulário pelo correio para o juiz eleitoral da zona eleitoral.  Além do formulário, o eleitor deve anexar documentos que comprovem o motivo que o impediu de comparecer no dia do pleito.
Pela internet, o eleitor pode justificar a ausência utilizando o “Sistema Justifica” nas páginas do TSE ou dos tribunais regionais. No formulário online, o eleitor deve informar seus dados pessoais, declarar o motivo da ausência e anexar comprovante do impedimento para votar.
O requerimento de justificativa gerará um código de protocolo que permite ao eleitor acompanhar o processo até a decisão do juiz eleitoral. A justificativa aceita será registrada no histórico do eleitor junto ao Cadastro Eleitoral.
Multa
Para regularizar sua situação eleitoral, o cidadão terá de pagar uma multa R$ 3,61 por votação não comparecida. 
O Tribunal Superior Eleitoral explica que a não regularização da situação com a Justiça Eleitoral pode resultar em sanções, como impedimento para obter passaporte ou carteira de identidade para receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público.
A não justificativa também pode impedir que o eleitor participe de concorrência ou administrativa da União, dos estados, Distrito Federal e municípios, além de ficar impedido de se inscrever em concurso público ou tomar posse em cargo e função pública.

Mais de 90% dos eleitores já decidiram voto para presidente, mostra Datafolha


A três dias da eleição, o novo Datafolha mostra que é alto o grau de decisão entre os eleitores: 91% dos consultados disseram que não mudarão mais as suas escolhas. O número é praticamente idêntico ao da pesquisa anterior, de 17 e 18 de outubro, em que 90% afirmaram já ter decidido seus votos. Entre os eleitores de Jair Bolsonaro, 94% estão totalmente decididos a votar no candidato do PSL e 6% admitem a possibilidade de mudar de ideia. Entre os de Fernando Haddad, 91% se dizem totalmente decididos e 9% ainda podem mudar.

Bolsonaro tem 56% e Haddad 44%, mostra Datafolha; diferença cai 6 pontos


O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, mantém a liderança sobre seu concorrente do PT, Fernando Haddad, na disputa pelo Palácio do Planalto. No entanto, conforme pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (25), a três dias do segundo turno, a diferença entre os dois caiu de 18% para 12% dos votos válidos. Para calcular os votos válidos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto.

Abstenção na Bahia deve ser maior no segundo turno, diz TRE


O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), José Edivaldo Rotondano, afirmou nesta quinta-feira (25), na sede do órgão, no Centro Administrativo (CAB), que é estimada uma maior abstenção dos eleitores para a segunda etapa das eleições, neste domingo (28), quando os baianos vão escolher o novo ocupante do Palácio do Planalto.
De acordo com o presidente do órgão, o tempo estimado para cada eleitor na cabine de votação vai ser reduzido, segundo expectativa, uma vez que cada pessoa só vai precisar votar em um candidato – diferente do que aconteceu no primeiro turno eleitoral, quando os brasileiros foram às urnas escolher presidente, senadores, governador, deputados estadual e federal. “Acreditamos que esse tempo seja de menos de 2 minutos por eleitor, o que vai facilitar todo o processo eleitoral”, concluiu.
“No primeiro turno, muitos eleitores que moram em locais diferentes de suas cidades de nascimento e criação, e que não fizeram a transferência do título, fazem questão de voltar ao lugar para votar, seja porque querem eleger para deputado amigos, conhecidos e candidatos a quem defendem nas urnas ou para rever a família. Já no segundo turno, como só precisamos votar para presidente na Bahia e como essas pessoas já fizeram uma viagem no dia 7, é provável que a taxa de abstenção aumente, mas não sabemos dizer de quanto vai ser o acréscimo”, explicou Rotondano.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos 10.390.247 eleitores do estado, 8.235.310 compareceram às urnas – um percentual de 79,26%. Neste sentido, foram exatamente 2.156.323 abstenções, o que corresponde a 20,74% do eleitorado baiano.
*Conteúdo reproduzido do CORREIO

Haddad volta à base do PT para diminuir rejeição entre eleitorado do partido


Foi sob pressão de dirigentes do partido —e também de aliados de fora dele— que o candidato do PT ao Planalto, Fernando Haddad, resolveu voltar às bases petistas para tentar uma virada histórica na reta final do segundo turno.
A campanha admite que vencer Jair Bolsonaro (PSL) é um cenário “bastante difícil” mas trabalha para que a redução na rejeição de Haddad —de 47% para 41%, segundo o Ibope— chegue com força nas periferias das grandes cidades e, principalmente, no Nordeste.
A avaliação é que, caso a vitória não seja possível, o tamanho da derrota fará diferença e que, portanto, é importante unir a militância para tentar reduzir a vantagem do capitão reformado até domingo (28).
Desde o primeiro turno, o petista tem perdido terreno para seu adversário em um eleitorado que, tradicionalmente, sempre votou no partido do ex-presidente Lula e tem sido aconselhado a se voltar para essas pessoas na reta final da campanha.
Segundo Ibope divulgado na terça-feira (23), Bolsonaro foi de 59% para 57% e Haddad, de 41% para 43%.
Nesta quinta (25) e sexta-feira (26), por exemplo, Haddad deve ir a Pernambuco, Paraíba e Bahia e terminar a campanha em um ato em São Paulo, no sábado (27).
As pesquisas mostram que o petista ultrapassou o capitão reformado na capital paulista, o que deu novo ânimo para a campanha de Haddad.
O candidato do PT insiste desde o início do segundo turno em fazer acenos à centro-direita e atrair nomes como o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para compor uma frente democrática contra Bolsonaro —até agora sem sucesso.
Dirigentes do PT e o rapper Mano Brown, por exemplo, pressionaram Haddad a se voltar ao eleitor mais pobre que, nas palavras de um líder do partido, “vazou para Bolsonaro” ainda no primeiro turno.
Em discurso num ato no Rio, na noite de terça (23), Brown disse achar que a eleição já está decidida —Bolsonaro tem pelo menos 14 pontos a mais que Haddad, segundo as pesquisas— e afirmou que se o PT “não conseguiu falar a língua do povo, tem que perder mesmo”. 
No dia seguinte, Haddad reconheceu a crítica e afirmou, em São Paulo, que precisa “se reconectar com a periferia, com a dor das pessoas”.
A aparente contradição de Haddad ao tentar atrair o centro ao mesmo tempo em que acena ao eleitor mais pobre deve seguir até o último minuto do segundo turno.
Auxiliares do petista ainda esperam um aceno explícito de apoio de FHC e até de Ciro Gomes (PDT), como mostrou o Painel.
Em reunião na semana passada, Haddad foi convencido a anunciar medidas sócio-econômicas exatamente direcionadas ao eleitorado petista e, em agendas no Nordeste, falou que, se eleito, aumentará em 20% o Bolsa Família e colocará um teto no preço do botijão de gás no valor de R$ 49.
*Conteúdo reproduzido da FOLHA

Cenário hoje é de Bolsonaro eleito, a dúvida é qual será a diferença, diz presidente do Ibope


Só um “tsunami” poderia fazer Jair Bolsonaro (PSL) não ser eleito presidente da República no próximo domingo, 28, nas palavras do presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro. Em entrevista ao Broadcast Político/Estadão, ele afirma que o cenário aponta hoje para a vitória do candidato do PSL na disputa contra Fernando Haddad (PT) nas eleições 2018. 
“A grande dúvida, como não haverá debate na TV e os fatos são esses que estão acontecendo, é qual vai ser a diferença (para Haddad)”, diz Montenegro. Na mais recente pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, divulgada na última terça-feira, 22, Bolsonaro apareceu com 57% das intenções de voto contra 43% de Fernando Haddad (PT), em um cálculo que considera apenas os votos válidos. A diferença entre os dois é de 14 pontos, conforme o levantamento. 
A vantagem do vencedor dependerá da acomodação final de votos dos eleitores que hoje se dizem indecisos e das abstenções, afirma Montenegro. “As abstenções podem correr de uma forma homogênea ou ficarem maiores em determinadas regiões”, aponta. 
No levantamento divulgado pelo instituto no último dia 23, 3% dos eleitores se dizem indecisos ou não responderam ao questionamento sobre intenção de voto. O Nordeste, região que declara mais simpatia por Fernando Haddad, pode registrar uma abstenção maior no segundo turno, diz o presidente do instituto. Como a eleição foi decidida logo na primeira etapa em sete Estados nordestinos, parte do eleitorado pode ficar desmotivada à ir às urnas por não haver um candidato ao governo estadual que puxe votos, argumenta Montenegro. 
A convicção de votos tanto do eleitorado de Bolsonaro quanto do eleitor de Haddad dificultam um cenário de reversão no cenário, diz o dirigente do instituto. Conforme a última pesquisa do Ibope, 58% das pessoas que declaram voto no candidato do PSL e 58% daqueles que têm intenção de votar no petista dizem que a decisão é definitiva. “A certeza de votos dos dois candidatos é muito grande, e eles são antagonistas. Só um tsunami poderia fazer um eleitor do Haddad votar em Bolsonaro e vice-versa. Há uma guerra desde o início entre o anti-PT versus o PT.”
*Conteúdo reproduzido do Estadão

Divulgação dos votos para Presidente começará às 19h do horário de Brasília


A divulgação da apuração dos votos para Presidente da República nas eleições 2018 somente terá início às 19h do horário de Brasília. O horário equivale ao encerramento da votação no Acre, às 17h do horário local. Junto com alguns municípios do Amazonas, o Acre será o último estado brasileiro a ter as eleições encerradas, decorrente do fuso horário de duas horas para menos do horário oficial.  A medida não se aplica para os votos a candidatos ao governo dos estados, que ocorrerão em 13 unidades da federação e no Distrito Federal, além das cidades que terão eleições suplementares para prefeito, após impugnação do mandato. Nesses casos, a apuração começará a ser divulgada após às 17h do horário local de cada estado. No primeiro turno, os votos para deputados estadual e federal, além de senador, também foram divulgados em relação ao horário local de cada região. 
A medida do artigo 239 da resolução 23.554 do Tribunal Superior Eleitoral, de dezembro de 2017, estipulou a regra tanto para o primeiro quanto para o segundo turno das eleições 2018. A iniciativa de igualar o horário de divulgação somente dos votos para Presidente serve para evitar influência nos votos de eleitores residentes em estados com fuso horário negativo em relação ao horário de Brasília. 
O horário de votação neste domingo, 28 de outubro, ocorrerá das 8h às 17h do horário local. Eleitores de 18 a 70 anos devem estar munidos de documento oficial com foto e título de eleitor para votar. 

Haddad diz que PT precisa se reconectar com a periferia


O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad , endureceu o discurso contra o adversário Jair Bolsonaro , do PSL, durante ato nos Arcos da Lapa, no Centro do Rio, na noite desta terça-feira. Haddad criticou as declarações feitas pelo capitão da reserva, no Piauí, de que acabaria com o “coitadismo” no país.
— Jair, se olha no espelho, coitado é você. Você não passa de um soldadinho de araque que só fala grosso porque tem gente armada à sua volta — disse.
O petista também afirmou que Bolsonaro deveria contar com recursos da Câmara Federal para fazer tratamento psicológico e tentar encontrar o “caminho da felicidade”.
— Um sujeito desse deveria estar recebendo recursos da Câmara Federal para um tratamento psicológico. Ele deveria contar com ajuda de profissionais para encontrar alguma coisa feliz para dizer — afirmou.
Haddad também voltou a atacar o candidato do PSL por não querer participar de debates e mencionou mais uma vez as denúncias de que empresas que apoiam o concorrente teriam pago para fazer disparos de mensagens falsas pelo WhatsApp contra a campanha do PT.
O petista disse ainda que está percebendo uma virada nos últimos dias e tem certeza de que vai ganhar as eleições no domingo.
*Com informações do O Globo

Ibope: Queda entre evangélicos provocou oscilação negativa de Bolsonaro


A oscilação negativa das intenções de voto no candidato Jair Bolsonaro (PSL), verificada em pesquisa do instituto Ibope divulgada na noite da terça-feira, foi puxada, sobretudo, em um dos principais eleitorados cativos do capitão da reserva: os evangélicos. Segundo segmentação dos resultados, divulgada pelo site G1 nesta quarta, Bolsonaro caiu sete pontos no grupo, passando de 66% para 59%. O adversário, Fernando Haddad (PT), registrou leve crescimento, indo de 24% a 27%.
Outro movimento mais forte entre os evangélicos foi o que aparenta ser uma migração de ex-eleitores do candidato do PSL que, passando a rejeitá-lo, agora estão indecisos e tentem a votar branco ou anular. Brancos e nulos subiram de 7% para 10% no grupo, enquanto os que não sabem ou não responderam eram 2% e agora são 4%. A última oscilação aconteceu dentro da margem de erro, de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.
A mesma pesquisa mostrou que, entre católicos e o agrupamento das “outras” respostas possíveis (demais credos e pessoas sem religião), ambos os candidatos se mantiveram estáveis. Os números dizem respeito aos votos totais, que incluem todas as respostas. No público geral, Bolsonaro passou de 51% para 50%, enquanto Haddad se manteve com 37% – nos votos válidos, o postulante do PSL foi de 59% para 57% e o do PT de 41% para 43%. Ou seja, a diferença entre os dois caiu de dezoito para catorze pontos.

WhatsApp teve efeito limitado no primeiro turno, aponta Ibope


A primeira pesquisa eleitoral com perguntas específicas sobre o possível efeito de campanhas negativas pelo WhatsApp nos resultados do primeiro turno da eleição presidencial indica um impacto limitado. O levantamento revela ainda que críticas e ataques disseminados pelo aplicativo podem ter afetado na mesma proporção tanto Jair Bolsonaro (PSL) quanto Fernando Haddad (PT).
Três em cada quatro eleitores ouvidos pela pesquisa Ibope/Estado/TV Globo disseram não ter recebido mensagens desfavoráveis a algum candidato à Presidência na semana que antecedeu o primeiro turno. Já as respostas dos expostos a propagandas negativas não indicam que um dos classificados ao segundo turno tenha sido mais afetado do que o outro. Questionados sobre críticas ou ataques a candidatos via WhatsApp no período, 73% disseram não ter recebido. Conteúdo contra Haddad apareceu nas telas dos celulares de 18% – mesmo porcentual no caso de Bolsonaro. Outros 14% citaram os demais candidatos. A soma das taxas excede 100% porque era possível citar mais de um nome. 
Mesmo entre os 25% de eleitores que afirmaram ter recebido críticas ou ataques, o impacto das mensagens parece ter sido limitado. O Ibope perguntou somente a quem viu propaganda no WhatsApp se o conteúdo ajudou ou não a decidir o voto. Nesse caso, 75% disseram não, e 24%, sim. Em relação ao universo total da pesquisa, os que receberam campanha negativa pelo aplicativo e admitiram que isso influenciou seu voto são apenas 6%.
Tomando em consideração apenas essa pequena parcela que admite tanto exposição à campanha negativa quanto influência disso no voto, 39% afirmaram ter votado em Bolsonaro no primeiro turno, 35% em Haddad e 24% em outros candidatos, em branco ou nulo. 
*Conteúdo reproduzido do Estadão

Ibope: Bolsonaro aparece com 57% e Haddad com 43% dos votos válidos


O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, continua como líder na disputa do segundo turno contra Fernando Haddad. De acordo com pesquisa Ibope divulgada na noite desta terça-feira (23), ele tem 57% dos votos válidos, contra 43% do seu adversário. Na pesquisa anterior do instituto, Bolsonaro tinha 59% e Haddad, 41% dos votos válidos.
O Ibope entrevistou 3010 eleitores em 208 municípios entre o último domingo (21) e esta terça (23). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95. O levantamento foi protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o registro BR?07272/2018.

Pesquisa aponta principais motivos para voto em Bolsonaro e Haddad


O candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, lidera as pesquisas de intenção de voto e 30% do seu eleitorado justifica a escolha nele pela vontade de renovação. De acordo com pesquisa Datafolha, esse é o principal motivo apresentado pelos eleitores para votar no candidato.

No caso de Fernando Haddad, candidato do PT no segundo turno, a principal justificativa apontada pelos seus eleitores é a rejeição a Bolsonaro. Na pesquisa Datafolha, 25% do eleitorado do petista alegou esta razão.

O Datafolha entrevistou 9.137 eleitores em 341 municípios na quarta (17) e nesta quinta. A pesquisa foi contratada pela Folha e pela TV Globo. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-07528/2018. Confira abaixo os principais motivos para o voto em cada um dos candidatos à Presidência no segundo turno:

Jair Bolsonaro

Renovação / um candidato novo – 30%

Porque rejeita o PT – 25%

Pelas propostas para segurança – 17%

Imagem e valores pessoais – 13%

Tem as melhores propostas / plano de governo – 12%

Combate à corrupção/impunidade – 10%

Fernando Haddad

Porque rejeita Bolsonaro – 25%

Tem as melhores propostas / plano de governo – 15%

Por ideologias do partido – 13%

Experiência e capacidade para governar – 11%

Por causa do Lula – 11%

TSE abre investigação sobre suposto crime eleitoral de Bolsonaro por mensagens anti-PT


O ministro Jorge Mussi, corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu abrir ação para investigar a compra de disparos em massa de mensagens anti-PT pelo WhatsApp nesta sexta-feira (19). No caso, a campanha de Jair Bolsonaro será investigada por supostos contratos ilícitos com empresas que disparam mensagens e vendem informações pessoais. 
Mussi atendeu a um pedido do PT. No entanto, o ministro negou o pedido de medidas cautelares feito pelos advogados do partido. A legenda queria que houvesse quebra de sigilo e busca e apreensão de imediato contra Jair Bolsonaro (PSL). Mussi mandou notificar o capitão da reserva e abrir prazo de cinco dias para que ele se manifeste.
O WhatsApp também informou que abriu uma investigação e enviou notificação extrajudicial para as agências Quickmobile, Yacows, Croc services e SMS Market, determinando que parem de fazer envio de mensagens em massa e de utilizar números de celulares obtidos pela internet. 

Datafolha: Bolsonaro tem 59% dos votos válidos; Haddad tem 41%


Pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada hoje (18), indica que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) tem 59% das intenções de votos válidos, e que o candidato Fernando Haddad (PT) tem 41%. Os dados excluem os votos nulos, brancos e indecisos.
Na comparação com a pesquisa realizada no dia 10, os candidatos oscilaram um ponto percentual dentro da margem de erro que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O ex-capitão do Exército tinha 58% das intenções declaradas e o ex-prefeito de São Paulo tinha 42%.
Considerando os votos totais (válidos, nulos, brancos e indecisos), Bolsonaro tem 50% das preferências e Haddad, 35%.
A proporção de entrevistados que declaram voto em branco ou nulo é de 10%, dois pontos percentuais acima do verificado anteriormente. Cinco por cento declararam não saber, um porcento acima do observado no levantamento da semana passada.
Rejeição
Como em outras edições das pesquisas de intenção de voto, o instituto Datafolha também levantou a rejeição dos candidatos, 41% dos entrevistados disseram que “não votaria de jeito nenhum” em Jair Bolsonaro. No caso de Haddad, 54% dos entrevistados afirmaram que “não votaria de jeito nenhum” em Fernando Haddad.
Segundo o instituto, 48% declararam que “votaria com certeza” em Bolsonaro, e 10% admitiram que “talvez votasse”, 1% não sabe. No caso de Haddad, 33% responderam que “votaria com certeza” no candidato; e 12% ponderaram que “talvez votasse” e 1% não sabe.

Presidente do TSE pede a Bolsonaro e Haddad três medidas contra fake news


A ministra Rosa Weber, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), pediu aos presidenciáveis Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) que tomem três medidas na propaganda eleitoral e em atos de campanha para combater fake news.
A magistrada quer que os candidatos defendam a integridade da Justiça Eleitoral; declarem que não apoiam a disseminação de notícias falsas; e evitem discursos de violência.
Rosa, o vice-presidente da corte, Luís Roberto Barroso, e o ministro Edson Fachin -todos do Supremo Tribunal Federal e que compõem o TSE- se reuniram na noite desta quarta-feira (17) com advogados de Bolsonaro e com o comando da campanha de Haddad.
Gustavo Bebbiano, braço-direito de Bolsonaro e coordenador de sua campanha, foi convidado, porém não compareceu. Três advogados do candidato participaram do encontro. 
Emídio de Souza, coordenador da campanha de Haddad, foi ao encontro acompanhado pelos advogados do PT. 
A reunião foi convocada pela presidente do TSE. Desde segunda-feira (15) ela tem conversado com diferentes grupos para tentar encontrar uma maneira de reduzir o impacto das fake news na eleição.
A própria ministra recebeu ameaças e pediu à Polícia Federal que investigue a origem de uma mensagem endereçada a ela com questionamentos sobre a lisura do processo eleitoral. 
Segundo relatos, os ministros se mostraram preocupados com os ataques à Justiça Eleitoral. 

No nordeste, Haddad tem 57% e Bolsonaro 33%, diz Ibope


A pesquisa Ibope divulgada na noite desta segunda-feira (15) traz um cenário em que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) lidera as intenções de votos na maioria das regiões do país, exceto o Nordeste. Entre o eleitorado nordestino, o candidato do PSL tem 33%. Já o petista Fernando Haddad possui 57%.
No recorte do Norte/Centro-Oeste, Bolsonaro registra 59%, enquanto Haddad tem 33%. No Sudeste, 58% dos eleitores preferem Bolsonaro. Fernando Haddad aparece com 29%. No Sul, está o maior percentual de apoiadores de Bolsonaro: 62%. Lá, 28% preferem Haddad.
No cenário nacional, o candidato Jair Bolsonaro tem 59% dos votos válidos, enquanto Haddad tem 41%. A pesquisa Ibope tem margem de erro de 2% para mais ou para menos, ouviu 2.506 mil eleitores em 176 municípios e foi feita entre os dias 13 e 14 de outubro. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob número BR‐01112/2018. O nível de confiança é 95%.