Prefeito de Jitaúna é entrevistado pelo Giro e fala das conquistas e dificuldades no seu governo


Vencendo dificuldades, adotando a transparência para o fortalecimento da democracia e uma gestão participativa que certamente será culminada com grandes conquistas, o jovem prefeito de Jitaúna, Edson Silva Souza-PT- se firma no cenário da política regional. Ele tem dado exemplos de solidariedade, austeridade e capacidade administrativa, o que se evidencia no fato de estar arrumando a casa, colocando a máquina nos trilhos e indicando ao município um novo rumo. Nesta entrevista ao Giro, Edson fala dos problemas que tem enfrentado, dos avanços experimentados e da possibilidade de Jitaúna  desenvolver um polo industrial.
GI-Sua experiência política e existencial? 
Fui vereador por dois mandatos, nos quais busquei contribuir com os avanços democráticos e combater o autoritarismo e o descaso  que se verificava em Jitaúna.  Sou de origem proletária, filho de trabalhadores rurais, natural deste município e venho concluindo o curso de Administração.
GI-Por falar em administração, como o senhor encontrou a Prefeitura?
-Assumimos a gestão em janeiro de 2013, ocasião em que nos deparamos com uma Prefeitura sucateada, cheia de débitos, com todos os setores danificados. O Mercado Municipal estava com a sua energia elétrica suspensa por falta de pagamento, o mesmo ocorrendo com outros setores. Os débitos com a Embasa se avolumavam e a frota do município estava literalmente sucateada. Os problemas se repetiam na Educação, Saúde, Ação Social, enfim em toda a esfera administrativa. Vale lembrar que procuramos manter em dia os salários dos servidores municipais, inclusive ultrapassando os limites legais. 
GI-Qual foi a sua iniciativa para minimizar o problema?
O primeiro passo foi a formação de uma equipe competente e tomar conhecimento da dimensão da situação que de fato era muito grave. Em seguida buscamos colocar a máquina no seu devido lugar, fazendo-a funcionar de fato. Esse processo continua e praticamente ocupou o primeiro ano da nossa gestão. Não tem sido fácil a negociação da divida herdada. A tentativa de fazer o município adimplente e assim ficar em condições de firmar importantes convênios. Temos honrado com nossos débitos, pagando inclusive os que foram deixados pela administração anterior, procuramos manter em dia os salários dos servidores municipais.
GI-Qual a dimensão desse volume de dividas?
Imensa. Só com precatórios são mais de R$300 mil, com FGTS, PASEB a divida é maior que esse montante. Já com o INSS é superior a R$ 36 milhões. No que agente pode parcelar e fazer acordo, estamos fazendo, mas não tem sido fácil, a tarefa é árdua. 
GI-Mesmo assim percebemos algumas realizações!
É verdade. O problema é grande, mas nossa vontade de trabalhar é maior.