Ipiaú: Professor Matheus; o lapidador de craques


Matheus Costa é professor de futebol de base do Doce Mel Esporte Clube.
De um bom mestre agente nunca esquece. Assim acontece com todos que se propõe ao aprendizado, desde os primeiros anos na escola primária, até a faculdade e daí por toda a vida. É desse jeito que vem acontecendo com centenas de crianças que estão ao já passaram pelo projeto de futebol de base mantido pela empresa Doce Mel, em Ipiaú. Nesta escola de craques o mestre, é Matheus Costa de Souza, de 32 anos.  Ao longo de três anos de atuação na casa ele tem recebido muito consideração e respeito por parte dos jovens atletas, seus pupilos e admiradores. “Professor”, assim os meninos o tratam e demonstram que estão cientes das lições recebidas. Alguns dos alunos já seguiram para as divisões de bases de grandes clubes brasileiros, outros estão se preparando pra trilhar o mesmo caminho. Olheiros não param de visitar a escola, pois sabem que ali é mina de pedras preciosas que vão trazer mais brilho ao futebol. Não se trata de uma profecia e sim de um raciocínio lógico de quem acompanha o cotidiano da instituição. É nesse contexto que Matheus também ostenta o estigma de lapidador. Ensinar é lapidar, é polir, é fazer com que a rapaziada chegue ao cristal de si.
Graduado em Educação Física pela UNIME/Itabuna, o professor Matheus, teve seu tempo de aluno nas escolinha dos professores Roque Sapatão e  Ivan Colt, assim como a oportunidade de praticar o que aprendeu. Jogou nas divisões de base do Vitória, Bahia, Cruzeiro e América Mineiro, até se tornar atleta profissional pelo Belo Horizonte Futebol Clube que disputava a segunda divisão do campeonato mineiro. Ainda em Minas Gerais jogou no União Luziense, Sparta de Campo Belo e Juventus de Minas Novas. Seguiu em frente e chegou à primeira divisão atuando no Vitória, do Espírito Santos. Aos 24 anos de idade encerrou a carreira de jogador e se dedicou aos estudos da educação física. Ao ser contratado pela Doce Mel para ensinar a gurizada encontrou nova oportunidade de aprendizado. Vem aprendendo a ser um bom treinador e se aperfeiçoando para vôos mais altos. “O futuro a Deus pertence”, diz o ditado popular, mas ao homem cabe fazer a sua história. Consciente disso Matheus trabalha muito e exige o mesmo dos seus alunos que jamais esquecerão estes momentos saudáveis e serão eternamente gratos às lições do jovem mestre. (Giro/José Américo Castro).