Pesquisa aponta que 388 pessoas morrem por dia no Brasil por hipertensão


Cerca de 388 pessoas morrem por dia no Brasil devido à hipertensão. Dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) apontam que, em 2017, o país registrou 141.878 mortes devido à doença ou a causas relacionadas a ela. Segundo o Ministério da Saúde, os dados mostram que 37% dessas mortes são precoces. Já a pesquisa Vigitel 2018 diz que os mais afetados pela hipertensão são idosos com mais de 65 anos. A pesquisa entrevistou pessoas com mais de 18 anos em todas as capitais brasileiras. O resultado aponta que 24,7% dos entrevistados brasileiros afirmaram possuir o diagnóstico da doença. A hipertensão, de acordo com os dados, a prevalência da hipertensão aumentou nos últimos 12 anos. A pesquisa Vigitel 2018 ainda destaca que as pessoas com menor escolaridade são as mais afetadas.

Do público com menos de oito anos estudo, 42,5% disse sofrer com a doença; dos com 9 a 11 de estudo, 19,4%; e dos com nível superior, doze ou mais, 14,2%. As capitais com maior prevalência são Maceió (27,1%); Recife (26,5%); João Pessoa (26,1%); Campo Grande (26%); e Vitória (25,2%). E as com menores índices: São Luís (15,9%); Porto Velho (18,0%); Palmas e Boa Vista (18,6%); além de Belém (20,9%). A hipertensão arterial ou pressão alta é uma doença crônica caracterizada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias. Acontece quando os valores máximo e mínimo são iguais ou ultrapassam os 140/90 mmHg (ou 14 por 9), fazendo com que o coração exerça um esforço maior do que o normal para fazer a distribuição do sangue no corpo. A doença é um dos principais fatores de risco para a ocorrência de acidente vascular cerebral (AVC), enfarte, aneurisma arterial e insuficiência renal e cardíaca. A prevenção está ligada a uma dieta equilibrada e a realização de atividades físicas.

Mais de 300 milhões de pessoas no mundo têm sintomas da depressão, revela OMS


No Brasil, a doença atinge 5,8% da população.

Os dados são da Organização Mundial de Saúde (OMS): em todo mundo o mundo, cerca de 300 milhões de pessoas sofrem com a depressão. No Brasil, a doença atinge 5,8% da população, além dos distúrbios relacionados à ansiedade que afetam 9,3%. A depressão também afeta a vida de milhares de trabalhadores, sendo os transtornos de ansiedade e o esgotamento emocional as principais queixas de funcionários nas empresas. No ano de 2016, foram afastados do serviço pela Previdência Social cerca de 75,3 mil trabalhadores por razões psicológicas. Recentemente, dois casos de pessoas conhecidas na mídia chamaram atenção para a seriedade do problema, que não escolhe condição social, cor, idade ou gênero. No twitter, o humorista e youtuber Windersson Nunes compartilhou com os seguidores a sua relação com sentimentos de angustia e tristeza. Já a ex assistente de palco mirim do programa Raul Gil, Yasmim Gabriele, de 17 anos, foi encontrada sem vida. Segundo relatos de pessoas próximas, a adolescente sofria de depressão. *Correio24h

Sem cubanos, pequenos municípios do Nordeste temem ‘apagão médico’


Encravada no sertão da Bahia, Uauá (a 428 km de Salvador) é conhecida pela carne de bode na brasa, pelo doce de umbu e pelo sotaque castelhano que ecoa em suas unidades básicas de saúde —dos 10 médicos que atendem na cidade, 8 são cubanos. Com dez postos de saúde e cobertura a 100% de seus 27 mil habitantes, a cidade teme sofrer uma espécie de “apagão médico” com o encerramento do contrato com Cuba no programa Mais Médicos.
A situação deve se repetir em outras cidades do Nordeste, região que recebeu grande parte dos cerca de 8.500 médicos cubanos do programa. Por ficarem em regiões isoladas e distantes dos grandes centros, os municípios têm dificuldades de contratar médicos brasileiros. Somente na Bahia, há 846 médicos cubanos atuando em 313 municípios, o que equivale a 20% dos médicos que atuam na atenção básica. A saída deles fará com que a cobertura de atenção básica no estado caia de 63% para 43%.
“Voltaremos para um patamar de oito anos atrás. São quase 3 milhões de baianos que ficarão sem médico”, afirma Cristiano Soster, diretor de atenção básica da Secretaria de Saúde da Bahia. Leia mais na FOLHA

Bahia é o terceiro estado do país que menos investe em saúde


O estado da Bahia é o terceiro pior do Brasil em investimento na saúde. Segundo o cálculo inédito divulgado nesta terça-feira (13) feito pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), a partir de dados oficiais, naquele ano, o gasto por habitante com saúde no Estado foi de R$ 777,80, o que coloca essa unidade da federação em 24º lugar no ranking nacional.
R$ 2,13 ao dia: esse é valor per capita destinado pelos três níveis de gestão (federal, estadual e municipal) para cobrir as despesas com saúde dos mais de 15 milhões de brasileiros que vivem na Bahia. Esse é o resultado de uma análise detalhada das informações mais recentes disponíveis, relativas às contas públicas do segmento em 2017. 
Em todo o país, o gasto médio per capita com saúde no ano passado foi de R$ 1.271,65. Entre os 26 estados, no entanto, esse valor varia de R$ 703,67, no Pará, a R$ 1.771,13, em Roraima. 
As informações levantadas pelo CFM consideraram as despesas em Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS) declaradas no Sistema de Informações sobre os Orçamentos Públicos em Saúde (Siops), do Ministério da Saúde. Pela lei, cada ente federativo deve investir percentuais mínimos dos recursos arrecadados com impostos e transferências constitucionais e legais na área.
*Com informações do CORREIO

Aplicativo de celular identifica com precisão ataques cardíacos potencialmente fatais


Seu smartphone pode determinar se você está tendo a forma mais séria – e mortal – de ataque cardíaco? Um novo estudo diz que pode – e pode ser uma ferramenta valiosa para salvar vidas.
O estudo internacional, liderado por pesquisadores do Instituto do Coração Intermountain Medical Center em Salt Lake City, nos EUA, descobriu que um aplicativo de smartphone para monitorar a atividade cardíaca e determinar se alguém está tendo um infarto do miocárdio tem quase a mesma precisão que um eletrocardiograma (ECG) padrão de 12 derivações, usado para diagnosticar ataques cardíacos.
O infarto do miocárdio é um ataque cardíaco em que a artéria é completamente bloqueada. Pesquisadores dizem que as descobertas são significativas porque a velocidade do tratamento após um ataque cardíaco deste tipo ajuda a salvar vidas.
“Quanto mais cedo você conseguir abrir a artéria, melhor o paciente ficará. Descobrimos que esse aplicativo pode acelerar drasticamente os processos e salvar sua vida”, disse J. Brent Muhlestein, principal autor do estudo e pesquisador cardiovascular no Instituto do Coração do Centro Médico Intermountain.
No estudo, 204 pacientes com dor no peito receberam um eletrocardiograma padrão de 12 derivações e um através do aplicativo AliveCor, que é administrado através de um smartphone com um acessório de dois fios. Os pesquisadores descobriram que o aplicativo com a configuração de fios é eficaz na distinção de infarto do miocárdio com precisão e alta sensibilidade em comparação com um eletro tradicional de 12 derivações. Leia mais no G1

Gordura na barriga é perigosa para todos, inclusive os magros


Que o excesso de peso faz mal, quase todas as pessoas já sabem. Mas você sabia que até quem está dentro do “peso normal” e aparentemente é magro, porém possui muita gordura na região abdominal, tem o risco de desenvolver problemas de saúde aumentado?

A gordura na barriga se acumula entre as vísceras –por isso é chamada de visceral — e órgãos vitais, prejudicando seu funcionamento, por isso deve ser uma preocupação tanto para quem está acima do peso e tem aquela famosa barriga de chope quanto para quem é “falso magro”. Diabetes tipo 2, pressão e colesterol altos, doenças cardiovasculares, apneia do sono e síndrome metabólica são só alguns problemas que esse tipo de gordura pode trazer. 

Obviamente, o excesso de gordura em qualquer parte do corpo pode contribuir para doenças, mas nem toda gordura é armazenada da mesma forma. A abdominal é estocada de duas maneiras diferentes: 

– A gordura subcutânea, que fica entre a pele e a parede abdominal. Ela é mais um “reservatório natural de energia (calorias)” e não ameaça tanto sua saúde, uma vez que não envolve diretamente os órgãos e os vasos sanguíneos que os mantêm saudáveis. 

– A gordura visceral, que fica mais profunda ao redor de órgãos vitais, como o estômago e o fígado. 

Como a gordura prejudica os órgãos

Todo mundo tem alguma quantidade de gordura visceral, mas ela é preocupante quando excede os níveis normais. Em alguns casos, a gordura pode invadir os órgãos –uma ocorrência comum no fígado, levando a esteatose hepática não alcoólica. 

A gordura visceral no órgão vital afeta negativamente sua função e integridade, aumentando o poder inflamatório, prejudicando a circulação –o que impede a entrega de nutrientes e oxigênio aos órgãos — e, eventualmente, causando resistência à insulina. 


Brasil gasta 3,8% do PIB em saúde pública


O relatório Aspectos Fiscais da Saúde no Brasil, divulgado nesta quinta-feira (01) pela Secretaria do Tesouro Nacional, revelou que os gastos públicos com saúde no Brasil equivaleram a 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015. O país está na 64ª posição em gastos com saúde, no ranking com 183 países. Os dados são do Banco Mundial. Segundo o relatório, o Brasil está “ligeiramente superior” à média da América Latina e Caribe, que gasta 3,6% do PIB, e abaixo dos países desenvolvidos, que aplicam, em média 6,5% do PIB em saúde.
De acordo com a Agência Brasil, o documento aponta ainda que a relação entre a despesa federal primária com saúde e a receita corrente vem subindo continuamente, passando de 6,7% em 2008 para 8,3% em 2017. No ano passado, o gasto primário da União em saúde totalizou R$ 111,1 bilhões.
“Constata-se que a despesa pública em saúde no Brasil está em patamar mediano em comparação com a média internacional, mas relativamente inferior ao volume de recursos empregados nos sistemas de saúde universais dos países europeus, como Reino Unido e Suécia, que apresentam boa qualidade”, diz o estudo.
De acordo com o relatório, o aumento real acumulado acima da inflação, nos últimos dez anos, também não foi suficiente para colocar o Brasil no patamar dos países desenvolvidos. Segundo o estudo, o aumento dos custos dos serviços de saúde acima da inflação e o envelhecimento da população pressionam o aumento nos gastos com saúde.
*Conteúdo reproduzido do Bahia Notícias

Psicólogos relatam piora da saúde mental de brasileiros com eleições


Com a proximidade da definição das eleições presidenciais, no próximo domingo (28), um número maior de brasileiros passou a buscar apoio de psicanalistas e psicólogos. De acordo com profissionais, o mal-estar relacionado ao clima agressivo do período eleitoral chegou aos consultórios.
Em entrevista à AFP, o psicanalista Admar Horn, integrante da Sociedade Brasileira de Psicanálise (SBP), afirmou que 80% dos pacientes têm expressado sofrimento relacionado às eleições. “Meus pacientes sentem uma angústia crescente porque estão diante do desconhecido”, acrescentou. Entre os principais motivos desse sentimento, estão um “ambiente perigoso” e “um medo terrível de um retorno a um regime de extrema direita”.
Da mesma forma, o psicólogo Antonio Alberto Rito contou que os novos pacientes o procuram “com angústia e mundo medo”. “Em quase 20 anos de profissão, é a primeira vez que vivencio isto”, contou. Para ele, há um “clima de polarização, de negação do outro, de raiva muito forte” entre os pacientes. “Uma paciente chegou a me dizer que se eu não votasse no Bolsonaro, não viria nunca mais”. Há relatos de sintomas como alterações do estado de ânimo, insônia, pesadelos e crises de bulimia.
Há ainda casos específico, como um aumento de fobias entre membros da comunidade LGBT. “Pessoas que tinham encontrado o seu lugar na sociedade, mas que começam a sentir muito medo de sair na rua, de ser agredidas”, relatou o psicanalista Fernando Rocha, também membro da SBP. “Quase todos os meus pacientes estão muito preocupados com o que pode acontecer com eles, estão angustiados e às vezes, deprimidos”, completou.

A cada 10 brasileiros, 8 tomam remédio por conta própria, diz pesquisa


A automedicação é praticada por 79% dos brasileiros com mais de 16 anos. É o que revela pesquisa do ICTQ (instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico), feita em setembro deste ano, em 129 municípios das cinco regiões do país.
Para o cardiologista Marcos Vinícius Gaz, do Hospital Israelita Albert Einstein, o fácil acesso é uma das razões para o uso indiscriminado de remédios no Brasil. O índice de quem admite tomar remédio sem prescrição médica chega a 91% na faixa etária de 25 a 34 anos. Foram ouvidas 2.126 pessoas, e a margem de erro do levantamento é de dois pontos. “Qualquer pessoa pode comprar um analgésico no balcão da farmácia como se fosse um chiclete. Muitas vezes, até sem a orientação do farmacêutico”, afirma o médico. “Todo mundo sempre tem um remédio para indicar quando você reclama de dor. Me indicavam, eu tomava, mas a dor voltava”, conta Ana Silmara Azevedo, 44. Diagnosticada com hérnia de disco, a auxiliar administrativa chegou a procurar o pronto-socorro em intervalos de 20 dias com dor intensa, antes de receber o tratamento correto.
Ana Silmara descobriu que havia desenvolvido a síndrome dolorosa miofascial, problema muscular relacionado à hérnia de disco. O problema na coluna foi corrigido com cirurgia, e hoje ela toma o remédio prescrito pelo médico para os sintomas neurológicos da doença.
O risco da automedicação é conhecido pelas pessoas. Uma pesquisa feita no ano passado com 416 pessoas que se automedicavam quando sentiam dor mostrou que 90% delas sabiam que isso é perigoso. O estudo é da Faculdade de Medicina da Unesp (Universidade Estadual Paulista), em Botucatu (interior de SP). Indicações da bula, experiências anteriores com o remédio e opiniões de amigos e familiares foram motivos mais apontados pelos participantes da pesquisa para escolher o remédio, segundo o professor Guilherme de Barros, chefe do Departamento de Anestesiologia da faculdade. “Só é aceitável tomar um medicamento por conta própria quando previamente orientado pelo médico, que já examinou, identificou a doença, conhece a pessoa e deixou a orientações para a situação específica”, afirma Gaz.
Diferentemente dos analgésicos de venda livre nas farmácias, os anti-inflamatórios devem ser vendidos com a apresentação de receita médica. Na prática, porém, a regra não costuma ser cumprida. O uso contínuo desses medicamentos apresenta riscos maiores do que os analgésicos simples, segundo Hazem Adel Ashmawi, anestesiologista membro da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor. O especialista explica que os remédios anti-inflamatórios trazem grande melhora da dor, o que motiva o paciente a continuar recorrendo a eles. A pessoa, no entanto, não identifica o perigo, já que as complicações não aparecem imediatamente. A maioria dos anti-inflamatórios age inibindo a produção de uma enzima responsável pela produção da substância que causa a inflamação e a dor. O problema é que o medicamento também inibe a enzima que controla, entre outras funções, o fluxo sanguíneo dos rins e a produção de muco gástrico. Por isso, o uso indiscriminado de anti-inflamatórios provoca frequentemente úlceras no estômago e lesões renais, afirma o anestesiologista.
Outros riscos da automedicação são a interação medicamentosa, que precisa ser avaliada por profissionais, e as alergias, já que vários medicamentos são combinações de princípios ativos e podem esconder em suas fórmulas compostos aos quais o paciente é sensível.
Na opinião de Marcos Gaz, o maior perigo é camuflar sintomas de algo mais grave. A dor melhora, a pessoa fica tranquila, e o problema vira uma bola de neve. Responsável pelo tratamento de Ana Silmara, Marcos Pai, médico do Grupo de Dor do Hospital das Clínicas da USP, afirma que a automedicação prolongada escondeu o problema muscular dela, que é difícil de ser tratado. Ter profissionais de saúde cada vez mais perto do paciente pode ser a solução, aponta Gaz. Artifícios como a telemedicina (que possibilita atendimento médico online ou por telefone) e clínicas de atendimento rápido são exemplos de alternativas, mais seguras e práticas, à automedicação.
*Conteúdo reproduzido do Bahia Notícias

Brasil tem 2.425 casos confirmados de sarampo


Até o dia 22 de outubro, 2.425 casos de sarampo foram confirmados no Brasil, sendo 2 mil no Amazonas e 332 em Roraima. Os dois estados registram ainda um total de 7.674 casos em investigação. De acordo com o Ministério da Saúde, casos isolados da doença foram confirmados em São Paulo (3), no Rio de Janeiro (19), no Rio Grande do Sul (43), em Rondônia (2), em Pernambuco (4), no Pará (17), no Distrito Federal (1) e em Sergipe (4).

Seres humanos comem plástico sem saber, mostra pesquisa


Usado no dia a dia de forma exagerada e descartado sem cuidado, o plástico pode estar literalmente envenenando os seres humanos. Um estudo inédito apresentado no 26º Congresso Europeu de Gastroenterologia, em Viena, revelou que estamos ingerindo regularmente pelo menos nove tipos diferentes de plástico, sem nem nos darmos conta do problema.
Pesquisadores da Universidade de Medicina de Viena e da Agência de Meio Ambiente da Áustria monitoraram um grupo de participantes de oito países diferentes (Finlândia, Itália, Japão, Holanda, Polônia, Rússia, Reino Unido e Áustria). Os cientistas descobriram que todas as amostras de fezes coletadas nos mais variados pontos do planeta continham microplástico.
O que os cientistas chamam de microplástico são partículas de plástico de menos de cinco milímetros. Esses resíduos são criados a partir do descarte e da degradação de pedaços maiores de plástico. Mas também são produzidas industrialmente para o uso em alguns produtos. O microplástico tem impacto na saúde humana, sobretudo no trato gastrointestinal, onde pode interferir na resposta imunológica do organismo.
O estudo foi feito com grupos de participantes de oito países. Cada voluntário manteve um detalhado diário de sua alimentação na semana que precedeu a coleta de amostra de fezes. Os diários alimentares revelaram que todos os participantes são expostos aos plásticos, seja pelo consumo de alimentos embrulhados em plástico ou por beberem líquidos em garrafas de plástico. Muitos também consumiram peixes.
As amostras de fezes foram testadas pela Agência Ambiental da Áustria para a presença de dez diferentes tipos de plástico. Até nove variantes foram detectadas, em tamanhos que variaram de 50 a 500 micrometros (um micrômetro equivale à milésima parte do milímetro). Os tipos de plástico mais frequentemente encontrados foram o polietileno e o PET.
“É o primeiro estudo deste tipo a comprovar o que suspeitamos há tempos: que os plásticos, no fim, acabam atingindo o intestino humano”, afirmou o principal autor do estudo, Philipp Schwabl. “É particularmente preocupante no que tange aos pacientes com doenças gastrointestinais. Em estudos com animais, as maiores concentrações de plástico foram encontradas no intestino, mas também foram encontradas partículas menores capazes de entrar na corrente sanguínea, no sistema linfático, podendo ate alcançar o fígado. Agora que temos os primeiros indícios de microplásticos no organismo humano, precisamos de mais pesquisa para entender o impacto na saúde humana.”
A produção global de plástico vem aumentando substancialmente desde o início dos anos 50. Estima-se que, por conta da poluição, de 2% a 5% de todo o plástico produzido no mundo acaba nos oceanos. Lá, eles acabam sendo consumidos por animais marinhos, entrando na cadeia alimentar humana.
Quantidades significativas de microplástico já foram encontradas em atum, lagosta e camarão. Segundo cientistas, é muito provável que haja também contaminação ao longo da cadeia de processamento de alimento e mesmo na embalagem.

Estudo liga 12% das mortes por câncer de mama à falta de atividades físicas


O Ministério da Saúde apresenta nesta sexta-feira, 19, um estudo inédito no País que indica que cerca de 12% das mortes de mulheres por câncer de mama poderiam ser evitadas pela prática regular de atividade física (150 minutos por semana). A pesquisa ainda liga outros hábitos à ampliação do risco, como o uso abusivo de álcool e dietas com excesso de açúcar.
Os dados foram divulgados no artigo científico Mortality and years of life lost due to breast cancer attributable to physical inactivity in the Brazilian female population (1990-2015), publicado online pela revista Nature neste ano. O levantamento de informações teve apoio do governo brasileiro e concluiu que 2.075 mortes poderiam ter sido evitadas, apenas no ano de 2015, se as pacientes realizassem ao menos uma caminhada de 30 minutos por dia, cinco vezes por semana.
Conforme o estudo, com apoio do Instituto de Métricas de Washington (EUA) e recursos da Fundação Bill & Melinda Gates, a atividade física diminui o estradiol e aumenta a globulina de ligação. Nesse processo, há redução de situações inflamatórias. “Atividade consome hormônios que sobrecarregam as glândulas mamárias”, explica Fatima Marinho, diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis e Promoção da Saúde da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. Ela é uma das autoras, ao lado de Diego Augusto Santos Silva, Mark Stephen Tremblay, Maximiliano Ribeiro Guerra, Meghan Mooney, Mohsen Naghavi e Deborah Carvalho Malta.

Brasil perde seis leitos por dia; no SUS, são 41 mil vagas a menos


O Brasil perdeu, nos últimos dez anos, seis leitos hospitalares por dia. São 23.088 vagas a menos, conforme estudo preparado pela Confederação Nacional dos Municípios e obtido pela reportagem. E mostra o descompasso entre público e privado
No Sistema Único de Saúde (SUS), foram fechadas 41.388 vagas, 12% do número apresentado em 2008. Já a rede particular apresentou tendência inversa e ampliou a capacidade em 18.300 leitos. 
A tendência de redução geral das vagas é explicada por especialistas, em parte, pela mudança no atendimento psiquiátrico. No passado, ele era centrado no ambiente hospitalar e, graças ao movimento antimanicomial, passou a ser feito prioritariamente nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps). “Dos 41 mil leitos fechados na década, 21 mil eram psiquiátricos”, afirma a consultora da CMN Carla Albert. 
Ela observa, no entanto, que em grande parte das demais especialidades, a redução do atendimento hospitalar está longe de ser um bom sinal. “Muitas vezes, representa falta de recursos e, sobretudo, dificuldade de acesso da população a um atendimento indispensável.”
Na Pediatria e Obstetrícia, por exemplo, a oferta de leitos minguou de forma expressiva. No caso de vagas para atendimentos de crianças, a redução de leitos SUS no período entre 2008 e 2018 foi de 26%. Na Obstetrícia, a redução na capacidade de atendimento hospitalar foi de 16,87%. “Em um momento em que o número de nascimentos de bebês prematuros aumenta, é difícil explicar a redução de leitos”, afirma Clóvis Constantino, da Sociedade Brasileira de Pediatria.
Carla lembra que, embora as vagas em Hospital Dia tenham aumentado, elas ainda são pouco expressivas. Em 2018, havia 5 347, ante 4.213 registradas em 2008. “O receio é de que a desativação de leitos tenha ocorrido sem a devida organização da rede ambulatorial. Basta ver as filas que ainda existem para alguns procedimentos.”
Para a consultora da Confederação Nacional dos Municípios, parte da desativação dos leitos ocorre não por razões técnicas, mas econômicas. “E isso desorganiza o sistema. Basta ver as ações judiciais para garantir o atendimento.”
Além da Psiquiatria, Carla cita que a redução de vagas é justificada no caso da Dermatologia e da Endocrinologia. “Basta ver o atendimento para pessoas com hanseníase. Hoje, é feito exclusivamente em ambiente ambulatorial.” Carla questiona, porém, a estagnação das vagas em Cardiologia. Em dez anos, apenas 23 foram abertas. 
Justificativas
O Ministério da Saúde informou que a tendência mundial é de “desospitalização”. “É importante ressaltar que a redução no número de leitos gerais não afetou a oferta assistencial e a produção aprovada nos sistemas de informação do SUS. A quantidade de internações aprovadas no sistema em 2008 foi de 11,1 milhões e em 2017, de 11,6 milhões.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
*Com informações do Estadão

Sete mulheres descobrem câncer de mama por dia na Bahia; duas morrem


Diariamente, em média, sete baianas recebem a confirmação de que têm a doença. O dado é do Instituto Nacional do Câncer (Inca), que estima 2.870 novos casos de câncer de mama em mulheres no estado da Bahia por ano. 
Junto com diagnóstico vem o medo da morte. Afinal, segundo dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), diariamente, duas mulheres morrem em decorrência do câncer de mama no estado. A médica mastologista Taís Argolo do Centro Estadual de Oncologia (Cican), vinculado à Sesab, explica que a situação de Genivalda não é única. Em oito anos atuando na área ela já perdeu as contas de quantos diagnósticos de câncer de mama já deu. Cada um, segundo ela relata, tem uma recepção diferente para cada mulher.

“O câncer é extremamente estigmatizado. As pessoas recebem no primeiro momento o diagnóstico como algo mortal. Contudo, é fundamental que esse resultado de exames não seja encarado com tal. Não há nenhum protocolo médico que indique a melhor forma de se passar essa notícia para a mulher e sua família. Vai da sensibilidade de cada profissional. Isso deve ser individualizado e feito da forma mais cuidadosa e informativa”, explica Taís, que também trabalha no Hospital Aristides Maltez. Leia mais no CORREIO

Brasil registra mais de dois mil casos confirmados de sarampo em 2018


O Brasil já registrou neste ano mais de dois mil casos confirmados de sarampo, de acordo com boletim divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (10). Até o dia 08 de outubro foram confirmados 2.044 casos; outros 7.966 continuam em investigação.
“Atualmente, o país enfrenta dois surtos de sarampo: no Amazonas são 1.629 casos e 7.872 em investigação, e em Roraima, com o registro de 330 casos da doença, sendo que 94 continuam em investigação”, diz o Ministério em nota.
De acordo com a pasta, os casos estão relacionados à importação do vírus de genótipo (D8), o mesmo que circula na Venezuela. O país vizinho enfrenta surto da doença desde o ano passado.
Além dos dois Estados citados, outros sete e mais o Distrito Federal registraram casos da doença. Todos os casos, segundo o Ministério da Saúde, estão relacionados à importação. “Alguns casos isolados e relacionados à importação foram identificados nos estados de São Paulo (3), Rio de Janeiro (18); Rio Grande do Sul (36); Rondônia (2), Pernambuco (4), Pará (17), Sergipe (4) e Distrito Federal (1)”, traz a nota.
Em relação às mortes, já foram registrados dez casos – quatro em Roraima, quatro no Amazonas e dois no Pará.
Apesar do aumento dos casos desde o último boletim divulgado no dia 1º de outubro (Amazonas registrou 104 novos casos, Rio Grande do Sul teve três a mais e Pará também), o País atingiu a meta da vacinação de crianças contra a doença e contra a poliomielite. A meta era vacinar 95% do público-alvo (crianças de um a cinco anos).
*Conteúdo reproduzido da Jovem Pan/Uol

Depressão será a doença mental mais incapacitante do mundo até 2020; veja os sintomas


Nesta quarta-feira, 10 de outubro, é celebrado o Dia Internacional da Saúde Mental e o alto número de relatos envolvendo transtornos preocupa. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a quantidade de casos de depressão cresceu 18% em dez anos. Até 2020, esta será a doença mais incapacitante do planeta, na previsão da Organização Mundial da Saúde. 
“Globalmente, apenas metade daqueles que precisam de tratamento psiquiátrico recebem ajuda”, afirma Nadège Herdy, psiquiatra da Rede de Hospitais São Camilo, de São Paulo. Quadros depressivos são as principais causas de suicídio no mundo.
O Brasil é campeão de casos de depressão na América Latina. Quase 6% da população, um total de 11,5 milhões de pessoas, sofrem com a doença, segundo dados da OMS. Mas Nadège Herdy alerta para o aumento do número de registros de Transtornos de Ansiedade. “Os mais comuns são os transtornos de ansiedade generalizada e síndrome do pânico. Em 2015, 18,6 milhões de pessoas sofriam com transtorno de ansiedade no Brasil”. 
Se perguntarmos por aí se as pessoas são ansiosas, a maioria dirá que sim. Porém, para ter o diagnóstico de alguns transtornos de ansiedade não é tão simples. O DSM-V –Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais– aponta 12 tipos de patologias relacionadas à ansiedade. 
Sintomas
No geral, alguns sintomas merecem atenção: sentir medo ou receio, em excesso, de situações que ainda não aconteceram, alterações do sono, tensão muscular, medo de falar em público, medo de lugares fechados ou com grandes aglomerações, inquietações constantes, pensamentos obsessivos e comportamentos compulsivos.
O ideal, em casos assim, é buscar ajuda de um psicoterapeuta. O psicólogo irá fazer uma série de perguntas sobre seu estado físico e emocional. Na terapia, você terá a oportunidade de falar mais sobre as situações que lhe causam ansiedade, sem julgamentos. Em alguns casos, o psicólogo pode recomendar que você procure um psiquiatra, que irá receitar uma medicação específica para baixar a ansiedade. 
A resistência em procurar ajuda em saúde mental pode ser explicada, em parte, pelo preconceito contra as pessoas que têm transtornos. A psicofobia carrega uma herança de séculos de discriminação contra os doentes mentais ao longo da história. Acreditava-se que eles eram “bruxos” ou “possuídos por demônios”. 
Atualmente, Psicologia e Psiquiatria trabalham juntas para desmistificar todas essas questões. “O preconceito, que gera estigma, pode ser combatido com conhecimento. Melhorar o conhecimento gera desmistificação de falsas crenças e estereótipos, fornecendo dados reais acerca da doença e de quem sofre dela. Afinal, as doenças mentais são tratáveis e muitos pacientes se recuperam”, finaliza Nadège Herdy.
*Conteúdo reproduzido do Estadão

Comer mal e trabalhar demais estão entre os maiores exageros do brasileiro


Muita gente tenta se manter na linha e busca sempre o equilíbrio para melhorar a qualidade de vida. Mas não dá para negar que vez ou outra perdemos a mão e damos algumas derrapadas. Entre excessos mais cometidos pelos brasileiros ao longo da vida estão o consumo de alimentos não saudáveis (42%), compras por impulso (29%), trabalho (27%), exercícios físicos (18%) e consumo de bebidas alcoólicas (12%). Os dados são da pesquisa Excessos dos Brasileiros, que ouviu mil pessoas de 18 a 24 anos em todas as regiões do Brasil. 
Se você é daqueles que sem nem notar já desconta todo seu estresse na comida, deixe só snacks saudáveis por perto. O estudo mostra que a facilidade e o sabor levam duas em cada três pessoas a se alimentar de forma errada. 
Pensando na academia, as entrevistas mostraram que o descontentamento com o corpo é o que motiva dois em cada três voluntários a se fazer exercícios além do necessário. 
No âmbito profissional, dois em cada três participantes (66,6%) da pesquisa se queixaram que têm pouco tempo e muito trabalho. Ou seja, até mesmo quem não alegou trabalhar excessivamente acredita que a profissão o consome demais. Além disso, os dados mostraram que quando o assunto é comprar por impulso, metade dos entrevistados gasta ao sentir insatisfação pessoal. Leia mais no UOL

Brasil registra 1.376 casos e 483 mortes por febre amarela em 1 ano


O Brasil teve 483 mortes por febre amarela no período entre 1º de julho de 2017 e 30 de junho de 2018, segundo balanço divulgado pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (9). No mesmo período foram registrados 1.376 casos da doença.
O Sudeste é a região mais afetada e São Paulo tem o maior número de casos confirmados do país: 555 casos até a data do boletim. Minas Gerais aparece em segundo lugar com 532 casos, seguido de Rio de Janeiro com 282 casos.
O Ministério da Saúde também ressaltou que é na região Sudeste onde mais pessoas ainda precisam ser vacinadas. Segundo a nota, a situação preocupa porque o verão se aproxima e é o período de maior risco da transmissão da doença.
Em um ano, foram notificados 7.518 casos suspeitos, sendo que 5.364 foram descartados e 778 continuam em investigação.